A INOVAÇÃO E A DESAPRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL NO JUDICIÁRIO BRASILEIRO
Resumen
A inovação é estudada como um instrumento para melhorar a prestação dos serviços ao cidadão e o desempenho das instituições públicas, enquanto que a desaprendizagem organizacional é apresentada como alavancadora da capacidade de inovar. O objetivo deste artigo é o de investigar a gestão da inovação no Poder Judiciário Brasileiro a partir da teoria da desaprendizagem organizacional. A metodologia escolhida foi a pesquisa de campo de caráter quantitativo e em delineamento do tipo survey, com aplicação de questionário eletrônico, que teve como construtos, a partir da pesquisa bibliográfica e documental: inovação; aprendizagem organizacional e conhecimento organizacional; memória e esquecimento organizacional. O questionário foi aplicado para a população alvo de 1160 indivíduos cadastrados na Plataforma da Rede de Inovação do Poder Judiciário, resultando em 200 respondentes, sendo os dados analisados estatisticamente. A pesquisa evidenciou que há reconhecimento de que os Tribunais são inovadores. Contudo, revelou haver indícios de que os princípios da teoria da desaprendizagem ainda não são totalmente compreendidos ou assimilados. Não há concordância expressiva de que desaprender é tão importante quanto adquirir novos conhecimentos. Pela pesquisa, a gestão da inovação no Poder Judiciário tem como vantagem o reconhecimento da existência de conhecimento e/ou rotinas ineficazes e obsoletos e a abertura para assimilação do novo. Por outro lado, os desafios para a gestão da inovação no Judiciário estão relacionados com a resistência a mudanças e o descarte intencional de conhecimento e/ou rotinas ineficazes e obsoletos. Uma ênfase na desaprendizagem organizacional poderá impulsionar a gestão da inovação no Judiciário.Descargas
Publicado
2024-12-17
Número
Sección
GT 4 – Gestão da Informação e do Conhecimento