A INOVAÇÃO E A DESAPRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL NO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

Autores

  • Fernanda Gomes Ferreira Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)<br /> Autor
  • Gregório Jean Varvakis Rados Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)<br /> Autor

Resumo

A inovação é estudada como um instrumento para melhorar a prestação dos serviços ao cidadão e o desempenho das instituições públicas, enquanto que a desaprendizagem organizacional é apresentada como alavancadora da capacidade de inovar. O objetivo deste artigo é o de investigar a gestão da inovação no Poder Judiciário Brasileiro a partir da teoria da desaprendizagem organizacional. A metodologia escolhida foi a pesquisa de campo de caráter quantitativo e em delineamento do tipo survey, com aplicação de questionário eletrônico, que teve como construtos, a partir da pesquisa bibliográfica e documental:  inovação; aprendizagem organizacional e conhecimento organizacional; memória e esquecimento organizacional. O questionário foi aplicado para a população alvo de 1160 indivíduos cadastrados na Plataforma da Rede de Inovação do Poder Judiciário,  resultando em 200 respondentes, sendo os dados analisados estatisticamente. A pesquisa evidenciou que há reconhecimento de que os Tribunais são inovadores. Contudo, revelou haver indícios de que os princípios da teoria da desaprendizagem ainda não são totalmente compreendidos ou assimilados. Não há concordância expressiva de que desaprender é tão importante quanto adquirir novos conhecimentos. Pela pesquisa, a gestão da inovação no Poder Judiciário tem como vantagem o reconhecimento da existência de conhecimento e/ou rotinas ineficazes e obsoletos e a abertura para assimilação do novo. Por outro lado, os desafios para a gestão da inovação no Judiciário estão relacionados com a resistência a mudanças e o descarte intencional de conhecimento e/ou rotinas ineficazes e obsoletos. Uma ênfase na desaprendizagem organizacional poderá impulsionar a gestão da inovação no Judiciário.

Biografia do Autor

  • Fernanda Gomes Ferreira, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)<br />
    Diretora da Secretaria Administrativa do TRT-12 Região desde 2023. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Possui mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999), Especialização em Direito Administrativo e Administração Pública pela Faculdade Anita Garibaldi/Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina (2006) e graduação em Administração pela Fundação de Estudos Superiores de Administração e Gerência (1994)- ESAG . Servidora pública federal vinculada ao Tribunal Regional do Trabalho da 12 Região, tendo ocupado os seguintes cargos: Direção do Serviço de Capacitação e Desenvolvimento (2003-2004), Direção da Secretaria de Recursos Humanos (2004-2013), Direção da Secretaria da Direção Geral (2013), Direção da Secretaria de Gestão Estratégica ( 2014-2021) e Direção da Escola Judicial (2022-2023). Foi Secretária de Governança e Gestão Estratégica do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (2022). Ministrou disciplinas no curso de graduação da Universidade do Vale do Itajaí (2001/2011), UNICA/SOCIESC/FGV (2001/2010) e nos cursos de pós-graduação da FGV (2008/2010) e da CESUSC (2010) e, ainda, na Escola Nacional de Formação da Magistratura Trabalhista (ENAMAT) (2009- 2017).
  • Gregório Jean Varvakis Rados, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)<br />
    Engenheiro Mecânico, mestre em Engenharia de Produção e doutor em Manufacturing Engineering pela Loughborough University of Technology. Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina, departamentos de Engenharia do Conhecimento e da Ciência da Informação. Tem experiência na área de Gestão, com ênfase em Gestão de Processos, Gestão do Conhecimento e Gestão de Organizações de Serviços, atuando principalmente nos seguintes temas: inovação, produtividade, melhoria contínua, cocriação de valor, fluxo informacional e fluxo do conhecimento.

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Publicado

17-12-2024

Volume dos Anais

Seção

GT 4 – Gestão da Informação e do Conhecimento