Sistema Eletrônico de Administração de Conferências ANCIB, XXV ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

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GESTÃO DO CONHECIMENTO INDÍGENA PARA O ARTESANATO: PROPOSTA DE UM MODELO PARA AS ARTESÃS AMAZÔNICAS
Marcos Roberto de Souza Gomes, Célia Regina Simonetti Barbalho, Angela Emi Yanai

Última alteração: 2026-03-05

Resumo


Discute a importância e as questões relacionadas à gestão do conhecimento indígena voltada para a produção de peças artesanais. Tem-se como objetivo, refletir sobre a gestão do conhecimento indígena para o artesanato, destacando iniciativas internacionais bem-sucedidas na gestão e proteção do conhecimento tradicional, com o intuito de propor um modelo para as artesãs indígenas da Amazônia. Para alcançar o objetivo proposto, optou-se metodologicamente pela abordagem teórica com o intuito de discutir os elementos que envolvem a gestão do conhecimento indígena direcionada à produção de artesanatos, seguida da análise comparativa de iniciativas internacionais bem-sucedidas de gestão, proteção e salvaguarda do conhecimento tradicional para propor um modelo para as artesãs indígenas. Neste sentido, a partir da análise da Biblioteca Digital de Conhecimento Tradicional da Índia, do Portal do Conhecimento Tradicional Coreano e dos Arts Centres Australianos, foi possível identificar as estratégias adotadas por diferentes países para gerir e salvaguardar o conhecimento tradicional contra apropriação indevida. O modelo proposto tem foco na Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro a fim de contribuir com a gestão, documentação e preservação dos saberes ancestrais das anciãs associadas, permitindo que a própria comunidade gerencie seu patrimônio cultural. Os resultados apontam que os recursos tecnológicos são fundamentais para apoiar a proteção, preservação e disseminação do conhecimento tradicional, contudo, é importante levar em consideração que as estratégias adotadas por cada país devem ser adaptadas, observando as necessidades e especificidades de cada comunidade, garantindo o respeito e a participação efetiva dos povos originários.


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