Sistema Eletrônico de Administração de Conferências ANCIB, XXV ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

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CORPOS HACKEADOS, VOZES SILENCIADAS: MEDIAÇÃO DA INFORMAÇÃO E RESISTÊNCIA
Gisele Rocha Côrtes, Gracy Kelli Martins, Denysson Axel Ribeiro Mota, Denise Braga Sampaio

Última alteração: 2026-03-05

Resumo


A violência digital de gênero contra mulheres tem se consolidado como uma das expressões contemporâneas do patriarcado, manifestando-se em práticas como assédio, difamação, vazamento não consentido de conteúdos íntimos, perseguições e discursos de ódio nas redes. Embora recente em seu formato digital, esse fenômeno reproduz lógicas históricas de controle e silenciamento dos corpos e vozes das mulheres. Reconhecendo o potencial da mediação da informação para subverter relações de poder por meio da apropriação e da produção de conhecimento, busca-se responder ao seguinte questionamento: de que forma a mediação da informação contribui para a resistência e o enfrentamento à violência contra as mulheres, considerando os papéis sociais de gênero e as dinâmicas de poder no espaço digital? O objetivo consiste em analisar essa forma de violência como expressão contemporânea do patriarcado pela perspectiva da mediação da informação. Adota-se uma abordagem qualitativa e crítica, fundamentada em estudos de gênero e na mediação da informação como eixo interpretativo. Como procedimentos, realizou-se levantamento bibliográfico e documental, abrangendo produções acadêmicas, legislações, políticas públicas, documentos governamentais e casos reais de violência digital de gênero, discutidos com base na Análise Crítica Feminista do Discurso. Conclui-se que a mediação da informação, ao articular dados, teorias críticas e práticas sociais, contribui para o enfrentamento de violências ao promover o acesso à informação como direito, ampliando a consciência sobre riscos e fortalecendo a prevenção, a proteção e o empoderamento das mulheres.

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