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SABER-FAZER E ESQUECIMENTO: O VINHO DE CAJU DA FÁBRICA TITO & SILVA
Última alteração: 2026-03-05
Resumo
Este artigo investiga como a Fábrica de Vinho de Caju Tito & Silva & Cia. (1892-1981), em João Pessoa, constituiu e manteve sua memória e identidade, analisando-a como um "lugar de memória" e destacando sua relevância local. O estudo explorou a dinâmica entre lembrar e esquecer, evidenciada pela perda do saber-fazer do vinho de caju (patrimônio imaterial) e pelo abandono da fábrica, culminando em esquecimento cultural. Metodologicamente, a pesquisa foi conceitual comparativa, baseada em revisão bibliográfica sobre memória, esquecimento e patrimonialização, com aportes da Ciência da Informação, promovendo uma análise cooperativa entre memória e esquecimento. Os resultados indicaram que, apesar de um tombamento pioneiro que visava preservar o edifício (Estilo Art Déco), os maquinários e as técnicas artesanais, a iniciativa de salvaguarda fracassou: a produção cessou, a fábrica deteriorou-se e parte da população desconhece sua existência e legado. Isso demonstra como práticas sociais e institucionais podem levar ao apagamento da memória e identidade. Conclui-se que o caso da Fábrica Tito & Silva ilustra a complexa relação memória-esquecimento-patrimônio, em que o esquecimento atua como um processo ativo de exclusão. A relevância social do estudo está em sua conexão com a identidade local, e a análise contribui para discutir os desafios na preservação do patrimônio imaterial e da memória cultural sob a perspectiva da Ciência da Informação.
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