Sistema Eletrônico de Administração de Conferências ANCIB, XXV ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

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MEDIAÇÃO EXPLÍCITA DA INFORMAÇÃO PARA OS NATIVOS DIGITAIS: uma análise da literatura sobre as ações realizadas nas bibliotecas universitárias
Romeu Righetti de Araujo, João Arlindo dos Santos Neto

Última alteração: 2026-03-05

Resumo


A mediação explícita da informação no domínio das bibliotecas universitárias e dos nativos digitais foi impactada pela pandemia de COVID-19, exigindo adaptações e inovações para atender às necessidades informacionais dessa geração familiarizada com recursos tecnológicos. No problema de pesquisa, concentrou-se em responder como essas mediações foram realizadas para atender às necessidades informacionais desses usuários. Como objetivo geral, investiga as ações de mediação explícita da informação, a partir do período da pandemia, voltadas para os nativos digitais. Como  objetivos específicos identifica as principais características e necessidades informacionais dos nativos digitais, verifica as alterações ocorridas nas atividades de mediação explícita da informação e propõe estratégias e recomendações de aprimoramento das ações de mediação. Metodologicamente, a pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, baseada no método da revisão integrativa da literatura. Como resultados, a pesquisa aponta que as bibliotecas universitárias adaptaram rapidamente suas ações de mediação explícita para atender os nativos digitais, ao intensificar o uso de serviços on-line, redes sociais e atendimento remoto. Eventos virtuais e campanhas de combate à desinformação tornaram-se ações permanentes, consolidando o modelo digital como parte essencial dos serviços, complementado por espaços físicos modernizados. Considera que a eficácia dessas práticas mediacionais esteve vinculada à adaptação contínua às demandas digitais, à capacitação dos profissionais e ao incentivo à autonomia informacional dos usuários. Conclui que a inovação dos serviços, a capacitação dos profissionais e o fomento à inclusão digital e cultural posicionaram as bibliotecas universitárias como espaços estratégicos para o desenvolvimento de habilidades informacionais e críticas dos nativos digitais.

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