ARTE INDÍGENA CONTEMPORÂNEA E ATIVAÇÃO PATRIMONIAL

Autores

  • René Lommez Gomes <p class="Titulocentral">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)</p> Autor
  • Juana dos Santos Cardoso Coelho <p class="Titulocentral">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)</p> Autor

Resumo

A Arte Indígena Contemporânea, destacada pelo seu viés histórico e memorialista, tem conquistado grande reconhecimento no Brasil, onde foi criada, assim como nos mercados de arte internacionais. Perspectivando sua presença no território originário através de narrativas e produções artísticas que delineiam visões cosmológicas, identifica-se neste movimento artístico produções múltiplas e potentes, constituintes também de estratégias de resistência. Entre seus diversos trabalhos, este artigo evidenciará as mobilizações em Patrimônios Imagéticos sobre os povos ameríndios do Novo Mundo, originários dos séculos XVI ao XIX, entendo-o enquanto central na reivindicação de uma memória histórica através das artes visuais, produtora de uma contramemória que propõe inovações na abordagem da temporalidade e da lógica patrimonial, além de tecer importantes críticas à noção de representação e outros pilares conceituais da crítica e do mercado da arte. Metodologicamente, o trabalho parte da análise das obras de arte indígenas, associada à investigação bibliográfica e iconográfica das produções imagéticas, associadas às análises teóricas; evidenciando, assim, a produção de contramemória e a transformação ontológica destas produções.

Biografia do Autor

  • René Lommez Gomes, <p class="Titulocentral">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)</p>
    Professor Doutor do Departamento de Teoria e Gestão da Informação na Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais. Parte da linha de pesquisa Memória Social, Patrimônio e Produção do Conhecimento. Tem experiência de pesquisa e ensino nas áreas Museologia, Patrimônio Cultural; História das Coleções e dos Museus, História Atlântica e Historia da Arte, com ênfase na produção flamenga e holandesa do século XVII e na produção, circulação e colecionismo de objetos ameríndios e africanos entre a América, a África e a Europa. Atua em projetos de pesquisa que abordam os temas: colecionismo, musealização e patrimonialização de bens culturais; produção artística, criação imagética, circulação e significação de objetos no espaço atlântico, especialmente em trânsitos de objetos em marfim e agentes históricos entre Brasil, a costa ocidental da África e o norte da Europa. Tem, também, atuação técnica na elaboração de Planos Museológicos, planos de gestão de instituições de memória, gestão de coleções como instrumento de conservação preventiva. Dedicou-se a temas como: Iconografia européia sobre povos ameríndios e africanos; História e Teoria da Arte Flamenga e Holandesa (séc. XVII); História da Arte Brasileira; Metodologias de Análise Visual; Encontros Interculturais e Trânsito de Culturas no Mundo Atlântico da Primeira Idade Moderna; História e Memória da Cidade ; Curadoria, Museologia, e Patrimônio Cultural.
  • Juana dos Santos Cardoso Coelho, <p class="Titulocentral">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)</p>
    Mestranda e bolsista CAPES da linha Memória Social, Patrimônio e Produção do Conhecimento no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (UFMG) e graduada em História pela UFMG (2023). Integrante do grupo RARIORUM - Núcleo de Pesquisa em História das Coleções e dos Museus (UFMG). Pesquisadora de Iconografia Europeia sobre Povos Ameríndios, Arte Indígena Contemporânea, Memória e Patrimônio Cultural.

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Publicado

28-09-2024