O CONTRAMONUMENTO E O ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DE GÊNERO NO FUTEBOL: O CASO DANIEL ALVES

Autores

  • Igor Oliveira da Silva Universidade Federal da Paraíba (UFPB)<br /> Autor
  • Gracy Kelli Martins Universidade Federal da Paraíba (UFPB)<br /> Autor

Resumo

Tem como objetivo analisar a contribuição do contramonumento para as pautas dos movimentos feministas no combate à violência de gênero contra as mulheres. Para isso, considera-se a conjuntura social frente ao monumento construído em 2020, na cidade de Juazeiro (Bahia, Brasil), para homenagear o jogador Daniel Alves. O monumento esteve ainda presente em logradouro até meados de 2024, quando da condenação pela justiça espanhola do atleta, por crime de agressão sexual. Quanto à metodologia, trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, de cunho qualitativo. Desenvolve-se uma reflexão teórica que estabelece um entrelaçamento entre diferentes conceitos – monumento, memória, informação e gênero –, evidenciando, principalmente, a relação firmada entre os movimentos de resistência, o contramonumento e o movimento feminista. A análise é baseada em dois fatos: 1) manifestações contra o monumento arguido em Juazeiro; 2) retirada da imagem de futebolista do Museu do Esporte Clube Bahia, em Salvador. Destaca-se então a importância de os clubes esportistas criarem instituições de memória como museus, cuja função social é preservar a memória dos seus integrantes, e bibliotecas, que ofereçam referenciais sobre a temática e de mulheres para auxiliar na formação dos atletas. Conclui-se assim que o uso dos dispositivos informacionais pode contribuir com os movimentos sociais de resistência no combate às narrativas unilaterais que criam uma representação parcial dos acontecimentos e reforçam as violências contra as mulheres, em suas muitas facetas.

Biografia do Autor

  • Igor Oliveira da Silva, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)<br />
    Doutorando e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba (PPGCI/UFPB). Graduando em Biblioteconomia e graduado em História, ambas graduações pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Membro do GeMinas - Grupo de Estudos e Pesquisas em Mediação, Organização e Representação da Informação e os Marcadores Sociais da Diferença.
  • Gracy Kelli Martins, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)<br />
    Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) Marília/SP, Mestra em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente é professora associada no Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba ? PB, Professora Permanente no Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia (PPGB/UFCA) e no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI/UFPB). É líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Mediação da Informação, Representação e Marcadores Sociais da Diferença (GeMinas/UFPB) e Coordenadora adjunta da Comissão de Acolhimento, Informação e Enfrentamento à Violência de Gênero (DCI/UFPB). Atua nas áreas de Organização e Representação da Informação/ Conhecimento; Representação e Mediação da Informação; Estudos de gênero; Fundamentos teóricos e memória na Biblioteconomia e Ciência da Informação.

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Publicado

30-09-2024

Volume dos Anais

Seção

GT 12 – Informação, Estudos Étnico-Raciais, Gênero e Diversidades