PRÁTICAS INFORMACIONAIS EM SAÚDE E DESINFORMAÇÃO: UM ESTUDO COM ESTUDANTES DE MEDICINA EM INTERNATO

Autores

  • Luciana de Oliveira Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<br /> Autor
  • Carlos Alberto Ávila Araújo Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<br /> Autor

Resumo

São apresentados alguns dos resultados de uma pesquisa de mestrado que buscou analisar as práticas informacionais dos estudantes de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), considerando o atual contexto de  infodemia em que vivemos. Buscou-se investigar como as práticas informacionais dos estudantes de Medicina se relacionam com os fenômenos da desinformação, fake news, fake science e pós-verdade e quais os impactos destes fenômenos nas práticas informacionais.  Como método aplicou-se a entrevista semi-estruturada para coleta de dados seguida de análise de conteúdo de Bardin.Os resultados obtidos demonstraram que o ambiente da infodemia exige do estudante de Medicina senso crítico na hora de escolher as fontes e atribuir critérios de confiabilidade às informações acessadas e recebidas. A pesquisa revelou que as fontes de informação escolhidas pelos estudantes se dividem em formais e informais. Como efeito da infodemia, a  desinformaçao influencia e traz impactos à sociedade, principalmente na área da saúde. Além disso, notou-se considerável influência da pós-verdade na vida dos estudantes de medicina que fazem suas escolhas com base em suas crenças, seus valores e suas visões de mundo. Os achados indicam mais um caminho de atuação e protagonismo da Ciência da informação no que diz respeito a instruir e instrumentalizar os sujeitos para que sua relação com a informação seja a mais bem sucedida e benéfica possível.

Biografia do Autor

  • Luciana de Oliveira, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<br />
    Bacharel em Biblioteconomia com ênfase em Gestão da Informação pela UFMG (2007). Atualmente, atua como Bibliotecária na biblioteca de ciências exatas e biológicas (ICEB) do Sistema de Bibliotecas e Informação (SISBIN) na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Tem experiência em bibliotecas universitárias, gerenciamento de software de bibliotecas, mudança e migração de software de gerenciamento de biblioteca. Gestão de pessoas, catalogação, processamento técnico, disseminação seletiva da informação, rotinas administrativas, desenvolvimento de projetos e grupos de trabalho. Dentre os interesses de estudo e pesquisa destaca-se o estudo de usuário e práticas informacionais.
  • Carlos Alberto Ávila Araújo, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<br />
    Professor titular da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais, da qual foi diretor de 2014 a 2017. Doutor em Ciência da Informação pela UFMG, com pós-doutorado pela Universidade do Porto, Portugal (2011) e pela Universidad de Salamanca, Espanha (2019). Foi presidente da Associação de Educação e Pesquisa em Ciência da Informação da Iberoamérica e Caribe - EDICIC (2016-2021). Foi vice-presidente da ANCIB - Associação Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (2016-2018). Foi membro da diretoria da Abecin (2011-2014). Foi Editor Adjunto da revista Perspectivas em Ciência da Informação de 2007 a 2011 e de 2013 e 2015. Fez parte da Comissão de criação dos cursos de Arquivologia (2008) e Museologia (2009) da UFMG. Atua nas áreas de Epistemologia da Ciência da Informação; Dimensões sociais, culturais e políticas da informação; Estudos de Usuários da Informação; Práticas Informacionais; Desinformação, infodemia e pós-verdade.

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Publicado

22-09-2024