CODINOME REALIDADE: DIALÉTICAS DA FÁBRICA DE MUNDOS DO NOME PRÓPRIO

Autores

  • Diogo Xavier da Mata Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI IBICT UFRJ). Universidade Federal do Rio de Janeiro Autor
  • Gustavo Silva Saldanha <p>Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT).</p><p>Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).</p> Autor
  • Naira Christofoletti Silveira Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Autor

Resumo

O estudo parte da noção de Biobibliografia, seus usos e funções sócio-políticas, enquanto dispositivo que constrói um repertório de nomes próprios de pessoas, e que os descrevem e os classificam com base na biografia e nas obras de alguém. No campo da Organização do Conhecimento e dos Saberes (OCS) o nome próprio, principalmente do autor, é, historicamente, utilizado na confecção de instrumentos de recuperação da informação. Desde os catálogos das bibliotecas até os dicionários biográficos. Com base em uma relação metafórica, assumindo parte da cidade como uma biobibliografia, como um dicionário biográfico, onde há uma relação de nomes atuantes na delimitação e organização dos espaços, problematiza-se a ideia da significação dos nomes próprios de pessoas e da comunicação de enunciados através deles. Para isso, recorre-se a algumas proposições teóricas da Filosofia da Linguagem recente, como o pensamento de Gottlob Frege e Ludwig Wittgenstein acerca do nome próprio. O objetivo é propor o “maquinário” da Organização do Conhecimento e dos Saberes para a fabricação alegórica de uma possível geografia política dos espaços de uma cidade-biobibliográfica. Os procedimentos metodológicos perpassam a pesquisa teórica bibliográfica e a observação empírica não sistematizada dos nomes próprios de pessoas que constroem os espaços citadinos. Como resultado, argumentamos favoravelmente à tomada biobibliográfica-crítica dos nomes que compõem a realidade geográfico-política das cidades. Além disso, se entrelaçam algumas considerações acerca da comunicação de enunciados através de uma biobibliografia que seleciona nomes e vidas, fabricando representações e mundos para e pelas cidadãs e cidadãos, de forma não transparente.

Biografia do Autor

  • Diogo Xavier da Mata, Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI IBICT UFRJ). Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Doutorando e Mestre em Ciência da Informação pelo PPGCI (IBICT UFRJ). Bacharel em Biblioteconomia pela Unirio. Servidor Público na UFRJ.

  • Gustavo Silva Saldanha, <p>Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT).</p><p>Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).</p>
    Pesquisador Titular do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Professor Adjunto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2006), especialização em Filosofia Medieval pela Faculdade São Bento-RJ (2010), mestrado em Ciência da Informação pela UFMG (2008), doutorado em Ciência da Informação pelo convênio IBICT-UFRJ (2012).
  • Naira Christofoletti Silveira, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
    Professora Associada na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Doutora em Ciência da Informação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

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Publicado

28-08-2022

Volume dos Anais

Seção

GT 2 – Organização e Representação do Conhecimento