DESINFORMAÇÃO CLIMÁTICA NO BRASIL: PRINCIPAIS ATORES E TÁTICAS

Autores

  • Julia Santos Rodrigues Dias <span>Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)</span><br /> Autor
  • Liz-Rejane Issberner <span>Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)</span><br /> Autor

Resumo

Apesar do consenso científico sobre as origens antropogênicas das mudanças climáticas e dos repetidos alertas científicos sobre a urgência em lidar com seu desafio, o tema ainda é muitas vezes colocado como menos importante ou controverso no debate público. Este trabalho busca entender com o negacionismo climático se organiza no Brasil. A partir do referencial teórico sobre o antropoceno, a agnotologia e a desinformação ambiental, o trabalho analisa os artigos, relatórios e reportagens já publicados sobre o tema. Com isso, apontamos as semelhanças e diferenças em relação ao já foi publicado sobre negacionismo climático, principalmente nos Estados Unidos, onde ele já é estudado há mais tempo e descrito em livros como “Mercadores da dúvida” (Oreskes e Comway, 2010). Entre as principais conclusões, percebe-se que o negacionismo no Brasil atua como um movimento orquestrado, patrocinado principalmente pelo agronegócio, com consequências práticas nas políticas pública e que ganhou maior relevância e status oficial durante governo Bolsonaro (2018-2022).

Biografia do Autor

  • Julia Santos Rodrigues Dias, <span>Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)</span><br />
    Doutoranda em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação Ciência e Tecnologia (IBICT) em convênio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde pesquisa sobre desinformação ambiental e negacionismo climático. É também assistente de pesquisa do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais - Netlab. Mestre em Mídia e Cotidiano pelo Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano (PPGMC - UFF), com a dissertação Gênero na publicidade infantil: Estratégias de marketing e representações. Graduada em Comunicação Social com habilitação em Rádio e TV pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É integrante do grupo de pesquisas "ESC - Ética na Sociedade de Consumo e "ECOINFO - Ecologia, Informação e Inovação".
  • Liz-Rejane Issberner, <span>Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)</span><br />
    Pesquisadora titular do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT. Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, no âmbito do convênio IBICT/UFRJ. Pós-doutorado no Institut de Recherche pour le Développement (IRD-Paris) no Programa Estágio Sênior no Exterior da CAPES. Doutorado e Mestrado em Engenharia de Produção pela COPPE/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na área de Inovação Tecnológica e Organização Industrial. Pesquisadora visitante no centro de inovação do Science Policy Research Unit da Universidade de Sussex, Reino Unido. Graduação em Economia pela Faculdade de Economia e Administração da UFRJ. Coordenadora-Geral de Indicadores do Ministério de Ciência e Tecnologia entre 2008 e 2009. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação-IBICT/UFRJ no biênio 2013/2014. Pesquisadora e líder do grupo de pesquisa ECOINFO - ECOLOGIA, INFORMAÇÃO E INOVAÇÃO. Desenvolve estudos e pesquisas nas áreas de: A crise ambiental sob a perspectiva histórica, ética e cultural da relação homem-natureza. O Antropoceno. Desinformação, negacionismo científico e salvacionismo tecnológico. Neoextrativismo e a Geopolítica do conhecimento. (De)colonialidade do saber do poder e do ser. Agroecologia e o agronegócio. Tecnificação e mercantilização da ciência. Ecoinovações. Economia circular.

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Publicado

02-10-2024

Volume dos Anais

Seção

GT 5 – Política e Economia da Informação