COMUNIDADE SELVAGEM E SUAS PRÁTICAS DE MEDIAÇÃO CULTURAL E DE INFORMAÇÃO

Autores

  • Nathália Lima Romeiro Universidade Federal de Minas Gerais image/svg+xml Autor
  • Bruno Almeida dos Santos Universidade Federal da Bahia image/svg+xml Autor
  • Franciéle Carneiro Garcês da Silva Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGInfo/UDESC) Autor

Resumo

O estudo tem como objetivo apresentar as práticas de mediação cultural e de informação desenvolvidas pela Comunidade Selvagem, formada por uma equipe de voluntários que busca compartilhar as conversas mediadas por Ailton Krenak, bate-papos entre autoras e autores indígenas, ciclos de leituras, produção de cadernos e audiovisuais sobre a cultura dos povos tradicionais brasileiros. A pesquisa é qualitativa, de caráter exploratório e descritivo na qual foi realizado um mapeamento das práticas de mediação cultural da informação desenvolvidas pela Comunidade Selvagem entre maio e julho de 2023. Os resultados expõem que a Comunidade Selvagem desenvolve diversas atividades ligadas as práticas de mediação cultural denominadas como ação e fabricação cultural. Por meio dessas atividades acontecem a difusão e apropriação de informações, da arte e da cultura indígena brasileira. Ações que possibilitam o despertar de consciência e ampliação dos saberes indígenas.

Palavras-chave: comunidade selvagem; práticas de mediação cultural e de informação; saberes indígenas.

 

Biografia do Autor

  • Nathália Lima Romeiro, Universidade Federal de Minas Gerais
    Doutoranda em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFMG. Mestra em Ciência da Informação no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do IBICT/ECO-UFRJ. Licenciada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). É organizadora do livro O Protagonismo da Mulher na Biblioteconomia e Ciência da Informação (2018), O Protagonismo da Mulher na Arquivologia, Biblioteconomia, Museologia e Ciência da Informação (2019) e O protagonismo da mulher na BCI: celebrando a contribuição intelectual e profissional de mulheres latino-americana (2020), em conjunto com Franciéle Carneiro Garcês da Silva, do livro Do invisível ao visível: saberes e fazeres das questões LGBTQIA+ na Ciência da Informação (2019) em parceria com Bruno Almeida e Carlos Wellington Martins; do livro Repensar o Sagrado: as tradições religiosas no Brasil e sua dimensão informacional em parceria com Diogo Jorge de Melo, Luane Bento dos Santos e Thayron Rodrigues Rangel(2021); e do livro Informação, diálogo e ações para enfrentamento à violência contra meninas e mulheres (2022). Primeiro lugar no prêmio ANCIB de teses e dissertações (2020) e autora do livro #VAMOSFAZERUMESCÂNDALO: Folksonomia e Ativismo Digital (2021). Integra o grupo de pesquisa: Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Recursos, Serviços e Práxis Informacionais (NERSI), coordenado por Ana Paula Meneses Alves na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Áreas de estudo: Estudos de gênero, Violência contra a mulher, Direito das Mulheres, Mídias Sociais, O protagonismo da mulher na ciência, Ensino de Biblioteconomia e, Licenciatura em Biblioteconomia. https://orcid.org/0000-0002-6274-4836
  • Bruno Almeida dos Santos, Universidade Federal da Bahia
    Doutorando e mestre (2018) em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Bahia, graduado em Biblioteconomia e Documentação pela mesma universidade (2014), especialista em Gestão Cultural Conteporânea pela Escola Itaú Cultural (2022) e estudante do curso de Tecnologia da Informação pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo. É professor do curso Técnico de Biblioteconomia na ETEC Parque da Juventude e pesquisador do grupo de pesquisa GEINFO Saberes e Fazeres em Informação e Conhecimento. Tem experiência na área de Ciência da Informação atuando principalmente em temas como: Percurso Informacional; Análise de Informação e Documentação; Memória, Documentação e Informação; Gênero, Sexualidade, Raça, Etnia e Informação; Informação, Cidadania e Cultura; Estudo dos Sujeitos Informacionais e de Comunidade; Acesso, Busca e Uso da Informação; Unidades e Fontes de Informação, Mediação Cultural, Bibliografia Social; assim como tem interesse nas disciplinas de Iniciação da Pesquisa Científica, Metodologia da Pesquisa Científica e Interação Humano-Computador.
  • Franciéle Carneiro Garcês da Silva, Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGInfo/UDESC)
    Professora Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação, da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGInfo/UDESC). Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestra em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia/Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBICT-UFRJ). Idealizadora e gestora do Quilombo Intelectual, E Coordenadora do Selo Nyota e do GT Relações Étnico-raciais e Decolonialidades (GT RERAD). Vice-Líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Recursos, Serviços e Práxis Informacionais (NERSI) e compõe o quadro de integrantes do Grupo de Pesquisa Ecce Liber: Filosofia, linguagem e organização dos saberes como membro do Satélites em Organização Ordinária dos Saberes Socialmente Oprimidos (O²S².sat).E-mail: francigarces@yahoo.com.brORCID: https://orcid.org/0000-0002-2828-416X Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2805777083019311

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Publicado

25-03-2024

Volume dos Anais

Seção

GT 3 – Mediação, Circulação e Apropriação da Informação