A ESTETIZAÇÃO DA COLONIZAÇÃO E O PATRIMÔNIO DISSONANTE: UMA DISCUSSÃO NECESSÁRIA

Autores

  • Giulia Crippa <span>Università di Bologna</span> Autor
  • Ieda Pelógia Martins Damian Universidade de São Paulo image/svg+xml Autor

Resumo

O artigo propõe uma discussão acerca do chamado “patrimônio dissonante” (dissonantheritage), em particular o patrimônio ligado ao colonialismo italiano. Qualquer patrimônio, ainda queem estado silente, enquanto não mais envolvido no cotidiano e nos processos culturais do presente,é recebido, mesmo que inconscientemente, pelo público. Optamos por analisar dois estudos de casode patrimônios definidos como “dissonantes”, para observarmos, na prática, as trajetóriaspolítico-culturais de manutenção dessa memória em um contexto em que a dissonância precisa seridentificada e centralizada. Os casos estudados dizem respeito ao monumento do explorador VittorioBottego e a coleção de máscaras faciais do antropólogo fascista Lidio Cipriani. Desvelar o papelprincipal que a ‘dissonância’ desempenha nas discussões sobre os diferentes usos da memória e dopatrimônio significa reconhecer como essa dissonância abriu novas perspectivas no campo dosestudos sobre o patrimônio, no qual o conceito foi originalmente introduzido para discutir herançasque envolvem histórias discordantes e usos públicos de memórias e representações de passadoscontenciosos.

Biografia do Autor

  • Giulia Crippa, <span>Università di Bologna</span>
    Doutora em História Social; Livre Docente em Ciência da Informação; Professora associada no Dipartimento di Beni Culturali - Università di Bologna.
  • Ieda Pelógia Martins Damian, Universidade de São Paulo
    Professora do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Universidade de São Paulo. Professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Unesp - Marília.

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Publicado

31-08-2021