DESOBEDIÊNCIA INFORMACIONAL: UMA TEORIA OU UM FENÔMENO APROPRIATIVO?

Autores

  • Walisson da Costa Resende Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<br /> Autor
  • Claudio Paixão Anastácio de Paula Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<br /> Autor

Resumo

Após o desmantelamento da União Soviética, no início da década de 90, começa a mais grave crise econômica da história de Cuba após a revolução ocorrida nos anos 50. Vítima de um forte embargo econômico internacional, proposto e organizado pelos Estados Unidos, Cuba precisou encontrar formas de sobrevivência como nação em um período que chegou à ser definido pelo governo cubano como “período especial em tempos de paz”, dada a sua extrema peculiaridade. Do ponto de vista social e econômico, uma das soluções de sobrevivência neste assim chamado “período especial” baseou-se na construção de comunidades de prática, que serviam inicialmente para a ressignificação de objetos e conhecimentos. Tal fenômeno chegou a ser denominado inicialmente de “desobediência tecnológica”, mas, agora, com o advento da Internet, em um mundo onde toda a informação mundial tende a estar cada vez mais conectada, se apresenta então com um caráter também mais amplo, que chamaremos de “desobediência informacional” o que, em síntese, estaria baseada na apropriação e posterior ressignificação de conhecimentos e informações. A sugestão de uma proposta para o reconhecimento da “desobediência informacional” como um objeto de estudo para a Ciência da Informação é o tema deste artigo.

Biografia do Autor

  • Walisson da Costa Resende, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<br />
    Mestre em Ciência da Informação (2014) pela Escola de Ciência da Informação da UFMG ( PPGCI/UFMG ), especialista em Gestão Estratégica da Informação pela Escola de Ciência da Informação da UFMG (NITEG/UFMG) e Bacharel em História pela Universidade Federal de Minas Gerais. Na área de Ciência da Informação, trabalha com ênfase nas áreas de gestão do conhecimento, práticas informacionais, inovação, informação e política, governança da informação digital; informação e democracia; segurança da informação; gerenciamento de informações sensíveis; portais de transparência; lei de acesso à informação; acesso e transparência informacional. Na área de História trabalhou com desobediência civil, especialmente Henry Thoreau e os movimentos de direitos civis do século XX, bem como fundamentos de ciência política.
  • Claudio Paixão Anastácio de Paula, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<br />
    Doutor em Psicologia Social, Mestre em Ciência da Informação e graduado em Psicologia. Professor Associado da Escola de Ciência da Informação e do PPGCI da UFMG. Coordenador do Gabinete de Estudos da Informação e do Imaginário (GEDII/UFMG).

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Publicado

25-09-2024

Volume dos Anais

Seção

GT 3 – Mediação, Circulação e Apropriação da Informação