POPULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA E SUAS ESSÊNCIAS TAXONÔMICAS: VERTENTES POSSÍVEIS

Autores

  • Milton Shintaku Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)<br /> Autor
  • Carla Maria Martellote Viola Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)<br /> Autor
  • Marcelle Costal Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Fundação Getúlio Vargas (FGV)<br /> Autor
  • Ingrid Torres Schiessl Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)<br /> Autor
  • Diego José Macêdo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)<br /> Autor

Resumo

O Brasil criou o Programa Nacional de Popularização da Ciência (Pop Ciência) para estimular a cultura científica e reduzir desigualdades. Com referência à taxonomia que representa e organiza a Ciência Aberta, esta não representa adequadamente a Popularização da Ciência. Assim, questiona-se: Como desenvolver uma taxonomia específica para a Popularização da Ciência? Quais são as principais categorias e termos referentes que organizam e representam a “Popularização da Ciência” reveladas pelo Decreto Pop Ciência? De que forma a Taxonomia ampliada da Ciência Aberta pode contribuir para a criação de uma taxonomia para a “Popularização da Ciência”? O objetivo deste trabalho é propor uma taxonomia para a popularização da ciência como parte essencial da abertura dos processos científicos, com base no Decreto Pop Ciência e na pesquisa realizada sobre a taxonomia da Ciência Aberta. Com isso, contribui-se para transcender muitos dos pontos reducionistas da popularização da ciência, como parte integrante do processo da comunicação científica. O resultado é uma proposta da taxonomia para a Popularização da Ciência, com suas categorias (ou facetas principais) e os seus termos referentes, que estruturam as atividades e os serviços dispostos no Decreto Pop Ciência, bem como determinam as suas relações hierárquicas e partitivas. Conclui-se que a nova taxonomia para a Popularização da Ciência supera a visão limitada que a enquadra apenas como comunicação científica, sendo um passo importante no entendimento de que a ciência possui diversas vozes, perspectivas e saberes, contribuindo para a organização, representação e democratização do conhecimento científico.

Biografia do Autor

  • Milton Shintaku, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)<br />
    Possui graduação (Licenciatura Plena) em Ciências e Habilitação em Matemática pelo Centro Universitário de Brasília - UNICEUB (1987), pós-graduação Latus Census em Análise de Sistemas pela Universidade Católica de Brasília (1987), mestrado (2009) e doutorado (2014) em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UnB). Atualmente é Tecnólogo no Instituto Brasileiro de Informação em Ciências e Tecnologia - IBICT, coordenador de Tecnologias para Informação (Cotec). Credenciado no Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação (PPGGI) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
  • Carla Maria Martellote Viola, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)<br />
    Advogada e Publicitária. Autora do livro A Voz e a Vez das Mulheres: Informação, política e direitos. Doutora (2023) e Mestra (2018) em Ciência da Informação (PPGCI-Ibict/UFRJ), graduada em Comunicação Social/Propaganda e Publicidade (FACHA/1985) e em Direito (Universidade Santa Úrsula/1997). Pós-graduada em Gênero e Direito (EMERJ/2018-2019), em Gestão Estratégica da Comunicação (IGEC/FACHA/2011) e Direito do Consumidor Responsabilidade Civil com complementação pedagógica (AVM/Candido Mendes/2015). Pesquisadora dos grupos de pesquisa Perspectivas Filosóficas em Informação - Perfil-i (Ibict), BRIET: Biblioteconomia, Representação, Interoperabilidade, E-science e Tecnologia (Ibict) e Tecnologias para Construção de Observatórios (Ibict). Temas pesquisados: Organização do Conhecimento, Direitos das Mulheres, violência contra as mulheres; proposições legislativas, informações legislativas, dados legislativos, políticas públicas, popularização da ciência; Agenda 2030, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sustentabilidade, informação em saúde, ética da informação e transparência dos dados públicos.
  • Marcelle Costal, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Fundação Getúlio Vargas (FGV)<br />
    Bibliotecária e historiadora. Doutoranda (2021-presente) e Mestre (2021) em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), por meio do convênio com a Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Bacharel em Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação pela (UFRJ) (2019). Licenciada em História pela Universidade Gama Filho (UGF) (2012). Atualmente é bibliotecária na Fundação Getulio Vargas (FGV) e pesquisadora, atuando em projetos no IBICT e lotada na Coordenação de Tecnologias para Informação (COTEC). Membro da Rede de Competência em Informação (CoInfo), Rede Sudeste de Repositórios e Rede Cariniana (IBICT). É integrante nos grupos de pesquisa: BRIET: Biblioteconomia, Recuperação de Informação, E-Science e suas teorias (IBICT); Estudos sobre ferramentas para gestão de redes de participação social (IBICT); Estudos e Práticas de Preservação Digital (IBICT) e no Laboratório de Competência em Informação e Prática Informacional (LabCoInfo) da UFRJ. Atua principalmente nos seguintes temas: Gestão e curadoria de dados de pesquisa. Competência em informação. Competência em dados. Prática informacional. Desinformação. Sistemas de organização do conhecimento. Tesauros.
  • Ingrid Torres Schiessl, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)<br />
    Possui título de Mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UnB), obtido em 2020, e Graduação em Biblioteconomia pela de Brasília (UnB) concluída em 2014. Atualmente, é pesquisadora no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), onde se dedica à promoção de ferramentas livres para gestão de bibliotecas e a estudos sobre Ciência Aberta.
  • Diego José Macêdo, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)<br />
    Possui título de Mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UnB), obtido em 2020, e Graduação em Sistema de Informação pela Universidade Católica de Brasília (UCB), concluída em 2008. Atualmente, desempenha a função de Tecnologista no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), onde se dedica à promoção de ferramentas para o acesso aberto e à gestão da informação. As atividades incluem o desenvolvimento e implementação de periódicos científicos, bibliotecas digitais, sistemas de descoberta e entrega, bem como a realização de estudos voltados para a aplicação de tecnologias em informação e a proposição de observatórios informacionais.

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Publicado

30-09-2024

Volume dos Anais

Seção

GT 2 – Organização e Representação do Conhecimento