ANÁLISE DE DOMÍNIO PARA MODELAGEM TERMINOLÓGICA DA ARENA DO GARIMPO DO RIO TAPAJÓS

Autores/as

  • Miriam Gontijo Moraes Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) Autor
  • Raíssa Resende de Moraes Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) image/svg+xml Autor
  • Carlos Henrique Xavier Araujo Universidade de São Paulo (USP) Autor

Resumen

A atividade garimpeira da região do Rio Tapajós na porção sudoeste do estado do Pará, Brasil, acontece há décadas. Não obstante, é caracterizada por problemas sociais típicos deste modo de produção e por disputa entre múltiplos atores institucionais e sua relação com as populações indígenas. Por meio de uma abordagem qualitativa, este trabalho foca na  abordagem da organização do conhecimento por meio de comunidades de prática e teve como objetivo operacionalizar a  Análise de Domínio a partir da prática discursiva dos múltiplos atores em torno da atividade do garimpo nesta região. Para isso,  tomou como corpus dois estudos de campo realizados no ano de 2019 na região do Rio Tapajós, onde foram entrevistadas 88 pessoas relacionadas diretamente com o garimpo de ouro. Os resultados evidenciaram as relações complexas existentes, devido aos mais variados níveis de interação. Do ponto de vista terminológico, foi constatada a necessidade de identificação do campo semântico  em torno da atividade garimpeira como uma realidade local dos atores locais e suas necessidades de trabalho e de sobrevivência pessoal, social e cultural. Como principal resultado, foi elaborada uma proposta de modelagem do domínio do Garimpo do Rio Tapajós a partir dos conceitos e termos identificados na pesquisa.

Biografía del autor/a

  • Miriam Gontijo Moraes, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
    Professora Associada I, ligada ao Deptº de Processos Técnicos Documentais do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro- UNIRIO e ao Programa de Pós-,Graduação em Biblioteconomia, possui doutorado em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais UFMG- (2005) e pós-doutorado (2011-2012) com participação no Projeto Ágora de Democracia Digital desenvolvido junto ao Programa de Pós-graduação em Informática da UNIRIO . Desenvolve trabalho de pesquisa sobre os temas Organização do Conhecimento em Modelos Colaborativos, Democracia Digital, Transparência e Administração Pública, Patrimônio e Memória Digital. Foi editora da revista científica IP- Informática Pública e atuou no Centro de Desenvolvimento e Estudos da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte- PRODABEL . Tem experiência nas áreas de Governo Eletrônico, Comunicação Social e Ciência da Informação, esta última com ênfase em Organização do Conhecimento. Possui graduação em Comunicação Social pela UFMG (1984)), especialização em Novas Tecnologias da Informação e Comunicação pela UNI-BH e mestrado em Ciência da Informação também pela UFMG (2000). Coordena o Grupo de Pesquisa Comunidades de Prática, Organização do Conhecimento e Inovação, cadastrado no DPq Unirio e Capes.
  • Raíssa Resende de Moraes, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
    Doutoranda em Ambiente e Sociedade no Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM) da Unicamp, área de concentração social. Projeto de doutorado faz parte de um projeto de Cooperação internacional intitulado "Gold Matters". Desenvolve pesquisa voltada para encontrar indícios de processos/ organizações/iniciativas que possam levar a futuros mais sustentáveis na relação entre o garimpo e os povos indígenas da região de Tapajós (PA). Finalizou o mestrado no ano de 2016, na Universidade Federal de Viçosa (UFV). Defendeu dissertação realizando uma revisão sistemática sobre o o estado da arte da produção científica sobre a ocorrência de fluoreto nas águas de abastecimento para consumo humano no Brasil.Possui graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Viçosa (2013). Servidora licenciada da Superintendência Regional de Meio Ambiente do Alto São Francisco, onde atuo com licenciamento e fiscalização ambiental.
  • Carlos Henrique Xavier Araujo, Universidade de São Paulo (USP)
    Possui graduação em Engenharia de Minas pelo Centro Universitário Luterano de Palmas (2015). Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mineral (PMI/EPUSP) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (2018). Atualmente doutorando em Engenharia Mineral pela Universidade de São Paulo. Pesquisador do Núcleo de Pesquisa para a Mineração Responsável (NAP.Mineração/USP). Tem experiência e interesse no planejamento e execução de projetos de engenharia de minas, atuando principalmente na disseminação e aplicação das melhores práticas de extração mineral e governança para o desenvolvimento sustentável da mineração. Desempenhou a função de coordenador dos trabalhos de campo e colaborou no desenvolvimento do projeto Diagnóstico Socioeconômico e Ambiental da Mineração em Pequena Escala no Brasil (Projeto META MPE), financiado pelo Banco Mundial/BIRD. Fez parte da força-tarefa em 2019 no âmbito do Ministério de Minas e Energia para impulsionar o processo de desenvolvimento da estratégia para gestão da mineração artesanal e em pequena escala no Brasil. Atualmente, faz parte da equipe de pesquisadores do Projeto Gold Matters: Sustainability Transformations in Artisanal and Small-scale Gold Mining que visa promover transformações para sustentabilidade na mineração artesanal e de pequena escala (MAPE) na América do Sul e África, financiado pelo Belmont Forum/FAPESP. Também, integra o Grupo de Trabalho internacional para coletar dados e avaliar o impacto da COVID-19 em comunidades mineradoras em 22 países, organizado pela Delve ASM com apoio da Pact World e do Banco Mundial.

Publicado

2021-09-24

Número

Sección

GT 2 – Organização e Representação do Conhecimento