JUSTIÇA EPISTÊMICA E ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO: PERSPECTIVAS CRÍTICAS

Autores/as

  • Maria Aparecida Moura Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Autor
  • Rosana Matos da Silva Trivellato Faculdade Única de Ipatinga (FUNIP)<br /> Autor
  • Pablo Gomes Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ Autor

Resumen

Este trabalho explora a interseção entre justiça epistêmica e a Organização do Conhecimento (OC) na Ciência da Informação. A partir de uma perspectiva crítica e decolonial,  questiona-se os fundamentos positivistas da OC e propõe-se a Organização Social e Crítica do Conhecimento (OSCC) como alternativa para combater vieses e preconceitos nos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOCs). Aborda-se como a informação e o conhecimento sobre culturas não ocidentais são frequentemente representados de forma exótica, marginalizando vozes subalternas e contribuindo para a invisibilidade de certos conhecimentos e perspectivas. Para superar essas limitações, o artigo propõe a OSCC, fundamentada em princípios como a justiça epistêmica (Friker, 2023), a interseccionalidade e a garantia cultural. A OSCC busca construir SOCs mais inclusivos, que acolham a diversidade e reconheçam as diferentes formas de produção do conhecimento.

Biografía del autor/a

  • Maria Aparecida Moura, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
    Professora Titular da Universidade Federal de Minas Gerais. Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1993), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (1996), doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2002) e Pós-doutorado em Semiótica Cognitiva e Novas Mídias pela Maison de Sciences de l' Homme(2006-2007). Realiza atualmente um doutorado em Sociologia pela UFMG. É membro do Comitê assessor de Comunicação e Informação no CNPq. Coordena o Laboratório de Culturas e Humanidades digitais (LabCult/PPGCI/UFMG).É a Coordenadora adjunta do GT 12 da ANCIB - Informação, Estudos Étnico-Raciais, Gênero e Diversidades.Atua nos programas de pós-graduação em Comunicação Social (PPGCOM/UFMG) e Ciência da Informação (PPGCI/UFMG) como membro permanente. Integra a Rede de Direitos Humanos da UFMG e a Comissão coordenadora da Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG.Foi Diretora de Gestão de Documentos e Arquivos do Arquivo Nacional no Ministério de Gestão e Inovação do Serviço Público (MGI) (2023-2024); Diretora da Universidade de Direitos Humanos ( UDH) (2020- 2022);diretora de governança informacional da UFMG (DGI/UFMG) sendo a autoridade responsável pelo cumprimento da LAI e pela Ouvidoria Geral da UFMG ( 2014-2018) e coordenadora de Políticas de inclusão Informacional da UFMG - CPINFO (2010-2014).Tem experiência na área de Ciência da Informação, Comunicação e Educação, com ênfase em tecnologias da informação e na produção de conteúdos relacionados aos direitos humanos e à preservação, registro e difusão da cultura popular e dos saberes tradicionais brasileiros. Seu escopo e interesses de estudos abrangem: Semiótica aplicada aos estudos informacionais, organização da informação: fundamentos teóricos, mediações e aplicações, análise de redes sociais (ARS) aplicadas aos estudos Informacionais, linguagem, gêneros digitais e formação discursiva, cultura informacional, organização da informação em ambientes colaborativos; identidade e cultura popular. Site:https://mamoura.eci.ufmg.br/
  • Rosana Matos da Silva Trivellato, Faculdade Única de Ipatinga (FUNIP)<br />
    Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2022), também possui um mestrado em Ciência da Informação (2016) e graduação em Biblioteconomia (1997), ambos obtidos na mesma instituição. Durante seu doutorado, recebeu uma bolsa da FAPEMIG. Atualmente, é Professora conteudista do curso de Biblioteconomia da Faculdade Única de Ipatinga e membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Raça, Desigualdades e Políticas Públicas (GEPERPP). Desempenhou o papel de Consultora UNESCO/FBN no Tesauro do Projeto Resgate. Além disso,. Em 2019, atuou como Professora Substituta no curso de Biblioteconomia da Escola de Ciência da Informação da UFMG, e entre 2018 e 2019, trabalhou como Consultora de Recursos Educacionais e Biblioteca. Anteriormente, ocupou o cargo de Bibliotecária-Documentalista na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2001-2014) e no Centro Universitário de Belo Horizonte (1999-2001). Seus principais interesses de pesquisa abrangem a organização da informação, linguagens de representação da informação, classificação bibliográfica, formação discursiva e estudos de gênero.
  • Pablo Gomes, Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+
    Doutor e mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Design Instrucional para EaD (FACEL) e Docência em Biblioteconomia (UnyLeya). Graduado em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará - UFC (2016) e Administração de Empresas pela Faculdade JK - Anhanguera (2010). Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico na área de Administração no Instituto Federal do Maranhão. Membro do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFMA - Campus Grajaú e do Grupo de Estudos e Pesquisa em Raça, Desigualdades e Políticas Públicas (GEPERPP), linha de pesquisa Organização Social do Conhecimento. Assessor Técnico no Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.

Publicado

2024-12-30

Número

Sección

GT 12 – Informação, Estudos Étnico-Raciais, Gênero e Diversidades