“PORQUE EU SOU É HOMEM”: CATEGORIZAÇÕES DAS NOVAS MASCULINIDADES NO TWITTER

Autores/as

  • Nathália Lima Romeiro Universidade Federal de Minas Gerais image/svg+xml Autor
  • Dirnele Carneiro Garcez Universidad Federal de Santa Catarina image/svg+xml Autor
  • Franciéle Carneiro Garcês da Silva <p>Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGInfo/UDESC).</p> Autor
  • Miriely da Silva Souza Universidade Federal de Minas Gerais image/svg+xml Autor
  • Priscila Rufino Frevier Instituto Brasileiro de Informação, Ciência e Tecnologia e Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBICT/UFRJ) Autor

Resumen

Quais as novas categorias da masculinidade expostas no Twitter e como podemos analisá-las a partir dos estudos de gênero e folksonomia? Essa é a questão que este trabalho busca resolver, e cujo objetivo é categorizar as novas masculinidades que emergiram na sociedade contemporânea, tendo como base a mídia social Twitter. Para tanto, foram mapeadas as publicações etiquetadas pelas hashtags #redpill, #incel, #alpha, #beta #sigma e #MGTOW e, posteriormente, analisados os discursos das postagens a partir dos mitos da masculinidade de JJ Bola (2021) e colonialidade de gênero de Geni Longhini (2022). Trata-se de uma pesquisa documental de natureza exploratória e descritiva, na qual as publicações foram coletadas via estratégias de busca contendo termos e hashtags utilizadas pela comunidade online da cultura redpill, a saber: redpill, bluepill, incel, sigma, beta e outros. Os resultados demonstraram que a convergência de mitos sobre a masculinidade, a colonialidade de gênero e comportamentos disfuncionais no modelo cognitivo de Beck revela uma estreita relação entre a violência de gênero e a subjetividade masculina construída pela herança colonial. Exemplos desses métodos são as comunidades socioinformacionais em ambientes digitais que exaltam perfis de masculinidades, como red pills, MGTOW, incels, alphas, betas e sigmas, que revelam novas formas de opressão e manutenção do poder masculino sobre outras identidades de gênero. Esses discursos são embasados em deturpação da verdade e práticas discursivas colonizadoras vinculadas ao racismo, sexismo, LGBTQIA+fobia e ao supremacismo branco.

Palavras-chave: gênero; masculinidade; folksonomia; organização do conhecimento; categorização das novas identidades de masculinidade.

 

Biografía del autor/a

  • Nathália Lima Romeiro, Universidade Federal de Minas Gerais
    Doutoranda em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFMG. Mestra em Ciência da Informação no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do IBICT/ECO-UFRJ. Licenciada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). É organizadora do livro O Protagonismo da Mulher na Biblioteconomia e Ciência da Informação (2018), O Protagonismo da Mulher na Arquivologia, Biblioteconomia, Museologia e Ciência da Informação (2019) e O protagonismo da mulher na BCI: celebrando a contribuição intelectual e profissional de mulheres latino-americana (2020), em conjunto com Franciéle Carneiro Garcês da Silva, do livro Do invisível ao visível: saberes e fazeres das questões LGBTQIA+ na Ciência da Informação (2019) em parceria com Bruno Almeida e Carlos Wellington Martins; do livro Repensar o Sagrado: as tradições religiosas no Brasil e sua dimensão informacional em parceria com Diogo Jorge de Melo, Luane Bento dos Santos e Thayron Rodrigues Rangel(2021); e do livro Informação, diálogo e ações para enfrentamento à violência contra meninas e mulheres (2022). Primeiro lugar no prêmio ANCIB de teses e dissertações (2020) e autora do livro #VAMOSFAZERUMESCÂNDALO: Folksonomia e Ativismo Digital (2021). Integra o grupo de pesquisa: Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Recursos, Serviços e Práxis Informacionais (NERSI), coordenado por Ana Paula Meneses Alves na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Áreas de estudo: Estudos de gênero, Violência contra a mulher, Direito das Mulheres, Mídias Sociais, O protagonismo da mulher na ciência, Ensino de Biblioteconomia e, Licenciatura em Biblioteconomia.
  • Dirnele Carneiro Garcez, Universidad Federal de Santa Catarina
    Bacharela em Administração - UNIASSELVI. Mestra em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (PGCIN-UFSC). Doutoranda em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (PGCIN-UFSC). Bolsista CAPES de Desenvolvimento Social (CAPES - DS).E-mail: dirnele.garcez@yahoo.com.brCurrículo: http://lattes.cnpq.br/8655722474715647Orcid Id: https://orcid.org/0000-0002-3061-9352
  • Franciéle Carneiro Garcês da Silva, <p>Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGInfo/UDESC).</p>

    Professora Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação, da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGInfo/UDESC). Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestra em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia/Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBICT-UFRJ). Idealizadora e gestora do Quilombo Intelectual, E Coordenadora do Selo Nyota e do GT Relações Étnico-raciais e Decolonialidades (GT RERAD). Vice-Líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Recursos, Serviços e Práxis Informacionais (NERSI) e compõe o quadro de integrantes do Grupo de Pesquisa Ecce Liber: Filosofia, linguagem e organização dos saberes como membro do Satélites em Organização Ordinária dos Saberes Socialmente Oprimidos (O²S².sat).

    E-mail: francigarces@yahoo.com.br

  • Miriely da Silva Souza, Universidade Federal de Minas Gerais

    Doutoranda em Ciência da Informação no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com pesquisa sobre o agenciamento do conhecimento pelas editoras científicas pelo olhar da justiça social no contexto biblioteconômico-informacional. Entre 2020 a início de 2023 fui pesquisadora bolsista no Programa de Capacitação Institucional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no projeto 5 sobre Pesquisa e consolidação de aspectos relacionados à visualização e ciência de dados com foco nos dados públicos oficiais. Mestre em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) em ampla associação com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com dissertação defendida em 2019 tendo como objeto o Vocabulário controlado do governo eletrônico (VCGE), enquanto um instrumento de promoção da LAI, analisado sob a ótica do direito de acesso à informação, em específico as informações custodiadas pelo Estado. Especialista em Gestão Pública pela Universidade Cândido Mendes desde 2015 onde os estudos sobre direito à informação, transparência e publicização das informações custodiadas pelo Estado. Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal Fluminense desde 2013 com o Diário Oficial da União como objeto de observação nas perspectivas do direito à informação, da transparência e do princípio constitucional da publicidade. Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Recursos, Serviços e Práxis Informacionais (NERSI) na linha de pesquisa Informação e Emancipação Social. Tenho interesse por questões ligadas ao direito de acesso à informação, publicização e transparência de informações custodiadas por órgãos públicos, regimes e políticas de informação, dados abertos e acesso aberto ao conhecimento, justiça social e justiça informacional. E-mail: mirielyssouza@gmail.com

    orcid: https://orcid.org/0000-0003-4259-2270

  • Priscila Rufino Frevier, Instituto Brasileiro de Informação, Ciência e Tecnologia e Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBICT/UFRJ)
    Doutoranda em Ciência da Informação (IBICT/UFRJ). Mestra em Ciência da Informação (PPGCIN/UFSC). Bacharela em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Integrante do Grupo de Estudos Intelectuais Negras na Ciência da Informação. Membro do Grupo de Trabalho "Relações Étnico-Raciais e Decolonialidades”, vinculado à FEBAB. Compõe o quadro de integrantes do Grupo de Pesquisa Ecce Liber: Filosofia, linguagem e organização dos saberes e é membro do Satélites em Organização Ordinária dos Saberes Socialmente Oprimidos (O²S².sat) vinculado ao Grupo de Pesquisa Ecce Liber - IBICT/UFRJ e do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Recursos, Serviços e Práxis Informacionais (NERSI). Orcid Id: https://orcid.org/0000-0003-3641-5200Lattes: https://lattes.cnpq.br/1804754081319302e-mail: priscila.fevrier@gmail.com

Publicado

2024-03-26

Número

Sección

GT 12 – Informação, Estudos Étnico-Raciais, Gênero e Diversidades