A FARMÁCIA DE PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS PARA DOENÇAS COMUNS NAS CRIANÇAS PEQUENAS NAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS

Autores/as

  • Clóvis Ricardo Montenegro de Lima <p>Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)</p> Autor
  • Elisangela dos Santos Faustino Freie Universität Berlin image/svg+xml Autor
  • Marta Rocha de Castro Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RIO) Autor
  • Kátia de Oliveira Simões <p>Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)</p> Autor
  • Ana Gabriela Clipes Ferreira Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)<br /> Autor

Resumen

Neste artigo se apresenta e discute o cuidado da saúde nas comunidades quilombolas do Brasil, especialmente o uso de plantas medicinais específicas para doenças comuns nas crianças pequenas. As comunidades quilombolas surgem no século XVII, criadas por afro-descendentes fugidos da escravização colonial. Os Quilombos são espaços de resistência política, cultural e física.  Neste cenário se desenvolve uma cultura especial de cuidado da saúde e do corpo da população quilombola, incluindo o tratamento com plantas medicinais das doenças comuns nas crianças pequenas: infecções respiratórias e diarreias. Esta farmácia específica para as crianças expressa bem a potência das culturas de resistência para a construção de conhecimento e de tecnologia para o cuidado da saúde. Esta farmácia pode garantir autonomia parcial ou total da indústria farmacêutica pelos quilombolas. Conclui-se que a cultura de resistência dos Quilombos é fonte possível de uma cultura de cuidado da saúde autónoma da indústria farmacêutica e do complexo médico-hospitalar.

Biografía del autor/a

  • Clóvis Ricardo Montenegro de Lima, <p>Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)</p>
    Doutor em Administração e em Ciência da Informação
  • Elisangela dos Santos Faustino, Freie Universität Berlin
    Possui graduação em história (2006) em Letras Alemão (2017) e mestrado em Ciência da Informação (2011), todos pela Universidade Federal de Santa Catarina. Desde 2013 é tutora da Fundação Universitária Iberoamericana - Florianópolis e atualmente mestranda do Lateinamerika-Institut - Freie Universität - Berlin (2021)
  • Marta Rocha de Castro, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RIO)
    Acupunturista Professora e pesquisadora na área de Medicinas Tradicionais e Práticas Integrativas da Saúde
  • Kátia de Oliveira Simões, <p>Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)</p>
    Mestre em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Especialista em Informação Científica e Tecnológica em saúde pela Fundação Oswaldo Cruz. Bibliotecária bolsista no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva
  • Ana Gabriela Clipes Ferreira, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)<br />
    Bibliotecária, Doutora em Educação em Ciências (PPgECi/UFRGS), Mestra em Comunicação e Informação (PPGCOM/UFRGS). Realização de estágio pós-doutoral no IBICT (2023-)

Publicado

2024-09-16