AGBARA OBINRIN: CANDOMBLÉ, INFORMAÇÃO, RELAÇÕES DE GÊNERO

Autores/as

  • Tania Maria da Silva Correia Universidade Federal da Paraíba (UFPB)<br /> Autor
  • Dulce Edite Soares Loss Universidade Federal da Paraíba (UFPB)<br /> Autor
  • Edvaldo Carvalho Alves Universidade Federal da Paraíba (UFPB)<br /> Autor
  • Carlos Xavier de Azevedo Netto Universidade Federal da Paraíba image/svg+xml Autor

Resumen

O presente artigo busca apreender a dimensão informacional do exercício do poder feminino, agbara obinrin, no processo informacional do culto a ancestralidade - Candomblé.  Ao se debruçar sobre relações de gênero e informação nessa religiosidade o poder feminino assume uma realidade de igualdade com o masculino. Com uma abordagem qualitativa exploratória a produção de dados constou de uma pesquisa bibliográfica de natureza teórica, seguida de um levantamento e revisão de literatura com o intuito de investigar e analisar sobre o tema proposto nesta área de conhecimento. O resultado apresentado aponta que no processo informacional do Candomblé não há uma dominação expressa pelo binário homem-mulher. Os dirigentes da casa e os cargos hierárquicos, responsáveis por este processo podem ser exercidos por ambos os sexos; visto que, são delegados pelos Òrìṣàs. Conclui-se que as questões de gêneros no processo informacional do Candomblé são vitais, para que mulheres submissas e invisibilizadas no universo de vários segmentos religiosos encontrem na africanidade o protagonismo social em relação ao sagrado, tendo não só o poder de exercer com igualdade de gênero o sacerdócio e cargos hierárquicos, como também, por meio de um processo informacional, perpetuarem um legado ancestral, africano, milenar.

Biografía del autor/a

  • Tania Maria da Silva Correia, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)<br />
    Graduada pelo Centro de Ciências Humanas Letras e Artes (UFPB) em Língua Portuguesa (1991). Possui mestrado em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba (1999). Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFPB, atuando na linha de pesquisa em Informação e sociedade.
  • Dulce Edite Soares Loss, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)<br />
    Possui graduação em Licenciatura em História pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (2016) Sobral/CE e mestrado em História pela Universidade Federal de Campina Grande (2020). Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFPB, atuando principalmente nos seguintes temas: candomblé, informação, memória, praticas educativas, cultura, saberes ancestrais e diversidade religiosa.
  • Edvaldo Carvalho Alves, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)<br />
    Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (2000), Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos (2002) e Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos (2007). Atualmente é Professor Associado do Departamento de Ciência da Informação (DCI) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde exerce a função de Coordenador do PPGCI-UFPB, leciona, desenvolve e orienta pesquisas nas áreas da Sociologia e da Ciência da Informação, com ênfase em: Sociologia e Economia Política da Informação, comunicação e Cultura, Metodologia da Pesquisa em Ciência da Informação e Práticas Informacionais.
  • Carlos Xavier de Azevedo Netto, Universidade Federal da Paraíba
    Possui graduação em Arqueologia pela Universidade Estácio de Sá (1986), mestrado em História e Crítica da Arte - Área de Concentração em Antropologia da Arte - pela Escola de Belas Artes (1994) e doutorado em Ciência da Informação pela Escola de Comunicação (2001), ambas da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Atualmente é professor Titular da Universidade Federal da Paraíba, no Departamento de Ciência da Informação, atuando como docente permanente dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação - PPGCI e de Antropologia - PPGA, ambos da UFPB. Atua nos seguintes temas: memória e patrimônio cultural material, teoria da representação, patrimônio arqueológico, avaliação, arte rupestre, preservação e digitalização do patrimônio arqueológico, interseção patrimônio e informação.

Publicado

2024-09-29

Número

Sección

GT 12 – Informação, Estudos Étnico-Raciais, Gênero e Diversidades