BARREIRAS E FACILITADORES PARA PARTICIPAÇÃO SOCIAL NA AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS EM SAÚDE E A CIÊNCIA CIDADÃ: REVISÃO DE ESCOPO RÁPIDA

Autores/as

  • Camila Belo Tavares Ferreira Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)<br /> Autor
  • Maria Luiza da Silva Corrêa de Carvalho Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)<br /> Autor
  • Viviane Santos de Oliveira Veiga Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)<br /> Autor

Resumen

Introdução: A ciência cidadã promove a participação voluntária de não cientistas no desenvolvimento científico, melhorando a qualidade dos resultados, reduzindo os custos de pesquisa e aumentando o engajamento público. Na área da saúde, essa abordagem facilita a compreensão e a aceitação das políticas públicas baseadas em evidências. A Avaliação Tecnológica em Saúde (ATS) é tanto um campo de conhecimento quanto um processo de gestão que investiga os impactos sociais das tecnologias de saúde para informar os tomadores de decisão. Objetivo: Mapear barreiras, facilitadores e recomendações para a participação social na ATS, seguindo os princípios da ciência cidadã, especialmente no contexto pós-pandêmico. Metodologia: Revisão de escopo rápida utilizando a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e o checklist PRISMA-ScR. A coleta de dados abrangeu o período de janeiro de 2020 a abril de 2024 nas bases de dados MEDLINE e EMBASE. Resultados: A revisão incluiu nove estudos, destacando a importância da consulta pública e da coprodução de conhecimento. Barreiras comuns incluem falta de informação, recursos e políticas claras, enquanto facilitadores incluem estratégias de compartilhamento de dados e inclusão social. Recomendações visam melhorar a transparência, ampliar treinamentos e criar grupos de múltiplas partes interessadas. Considerações finais: A participação social na ATS enfrenta desafios atuais especialmente em países de baixa e média rendas, mas também oferece oportunidades para melhorar a saúde coletiva por meio de estratégias inclusivas e colaborativas endossadas pelos princípios da ciência cidadã.

Biografía del autor/a

  • Camila Belo Tavares Ferreira, Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)<br />
    Mãe do Lucas. Doutoranda do Programa de Informação e Comunicação em Saúde da Fiocruz. Mestre em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do IBICT/UFRJ (2012). Graduou-se em Biblioteconomia e Documentação na Universidade Federal Fluminense (2007). É Tecnologista Sênior (Especialidade: Divulgação Científica em Saúde) do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
  • Maria Luiza da Silva Corrêa de Carvalho, Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)<br />
    Mestranda em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS - ICICT/ FIOCRUZ). Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO (2016). Possui MBA em Biblioteconomia pelo Instituto Graduarte (2019). Atualmente, é Bibliotecária na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
  • Viviane Santos de Oliveira Veiga, Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)<br />
    Doutora em Ciências - área de concentração: Informação e Comunicação em Saúde pelo Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde/Fiocruz , com período sanduíche em Universidade de Coimbra (2017). Mestre em Ciências - área de concentração: Gestão da Informação e Comunicação em Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca-Fiocruz (2005). Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (1999). Pesquisadora no Laboratório de Informação Científica e Tecnológica em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz, Editora Associada da Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde (RECIIS). Professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/ICICT/Fiocruz).

Publicado

2024-09-22