O boom de memória latino-americano: evolução temporal da oficialização de lugares de memória das ditaduras civis-militares no Cone-Sul

Autores/as

Resumen

O presente trabalho objetivou evidenciar e analisar criticamente a evolução temporal deoficialização ou reconhecimento público de lugares de memória das ditaduras civis militares, entre1990 e 2019, em seis países do Cone Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. Paratanto, foram levantados, identificados e selecionados 78 lugares de memória nos países mencionados.A metodologia envolveu a delimitação de critérios teóricos, conceituais, temporais e geográficos parao levantamento. Esse levantamento constituiu-se em um inventário, realizado com base embibliografias historiográficas, relatórios das comissões da verdade, publicações oficiais de divulgação,artigos científicos, teses e dissertações sobre o tema, sites oficiais, notícias em periódicos e bases dedados na internet. Assim, constatou-se que o boom de reconhecimento público de lugares dememória, no Cone Sul, ocorreu entre 2005 e 2016. Isso denota que as iniciativas de reivindicação delugares de memória originam-se da mobilização da sociedade civil, cuja pressão exercida sobre oEstado é fundamental para construção crítica da memória das ditaduras civis militares e seureconhecimento oficial.

Biografía del autor/a

  • Caio Vargas Jatene, Universidade de São Paulo
    Graduado em História pela Universidade de São Paulo (USP). Mestrado em Ciência da Informação pela USP, Doutorando em Ciência da Informação na linha de Organização da Informação e do Conhecimento, com interesse principalmente nos seguintes temas: Lugares de Memória das Ditaduras Civis Militares na América Latina, com ênfase em construção da memória, direitos humanos, organização, representação e recuperação da informação.
  • Nair Yumiko Kobashi, Universidade de São Paulo

    Bacharel em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (1980), bacharel em Biblioteconomia pela Universidade de São Paulo (1978), mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1988). Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1994). Realizou estágio de pesquisa na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em 1991, sob a orientação de Jean-Claude Gardin (diretor de pesquisas do CNRS). Professora livre-docente (Área: Análise documentária) da Universidade de São Paulo. Coordenadora adjunta da área Ciências Sociais Aplicadas I (CAPES), no período 2011-2014. Desenvolve atividades de ensino e pesquisa na área de Ciência da Informação, com ênfase em Organização, representação e recuperação da Informação, com foco nos seguintes temas: Elaboração e avaliação de vocabulários controlados (Tesauros, taxonomias e ontologias); Análise documentária; Indexação e resumos; Terminologia e linguagens documentárias; Estudos métricos da informação (Bibliometria e Cientometria)

  • Mariana Ramos Crivelente, Universidade de São Paulo
    Doutoranda em Ciência da Informação na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Graduanda em Filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Mestra em Ciência da Informação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), (2019). Bacharela em Biblioteconomia e Documentação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), (2017). Bolsista de doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Atua nas áreas de Bibliometria e Cientometria. Estuda na seguinte linha de pesquisa: Organização da Informação e do Conhecimento.

Publicado

2021-08-31