A NOVA CADERNETA PARA AS GESTANTES BRASILEIRAS COM VISTA À AGENDA 2030: A IMPORTÂNCIA DA TEORIA FEMINISTA DE MIRANDA FRICKER PARA A CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E AS INJUSTIÇAS INFORMATIVAS

Autores/as

  • CARLA MARIA MARTELLOTE VIOLA Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Autor
  • Luana Farias Sales Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) Autor

Resumen

A 6ª edição da Caderneta da Gestante brasileira lançada e distribuída este ano foi alvo de questionamentos sociais e políticos. Sob o prisma de estudos no campo da Ciência da Informação, da informação em saúde, da teoria de Miranda Fricker sobre injustiça epistêmica e da Agenda 2030, esta pesquisa versa sobre violência obstétrica, injustiça informativa e fluxo das injustiças informativas. Objetiva-se analisar a tríade – saúde-informação, mulher-gestante e violência obstétrica nos enunciados que integram a caderneta. A metodologia é de cunho bibliográfico, documental, exploratória e qualitativa. Inicialmente, utiliza-se a Base de Dados em Ciência da Informação para pesquisar os termos “Miranda Fricker” e “Fricker”, posteriormente, desenvolve-se a teoria da autora para realizar abordagens sobre as injustiças informativas e análise da caderneta e da Agenda 2030. Os resultados demonstram o fluxo bidimensional das injustiças informativas que se dividem por distribuição e por discriminação. Conclui-se que a caderneta tem trechos conflitantes e confusos que mais desinformam, do que informam, que a violência obstétrica pode ser proveniente das injustiças informativas e, por fim, que o governo brasileiro não apresenta resultados eficazes rumo à Agenda 2030.

Biografía del autor/a

  • CARLA MARIA MARTELLOTE VIOLA, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
    Advogada, Publicitária e Docente. Doutoranda (2019) e Mestra em Ciência da Informação (PPGCI/IBICT/UFRJ/2018), graduada em Comunicação Social/Propaganda e Publicidade (FACHA/1985) e em Direito (Universidade Santa Úrsula/1997). Pós-graduada em Gênero e Direito (EMERJ/2018-2019), em Gestão Estratégica da Comunicação (IGEC/FACHA/2011) e Direito do Consumidor Responsabilidade Civil (AVM/Candido Mendes/2013) com complementação em Didática do Ensino Superior. Integrante do grupo de pesquisa Perspectivas Filosóficas em Informação - Perfil-i (IBICT/UFRJ), pesquisadora-colaboradora do projeto de pesquisa FARMi, especialmente no eixo InfoGend que articula investigações sobre igualdade de gênero, direitos das mulheres e acesso à informação do IBICT/UFRJ, integrante do grupo de pesquisa BRIET: Biblioteconomia, Representação, Interoperabilidade, E-science e Tecnologia (IBICT/UFRJ), conselheira titular do Conselho de Usuários da Região Sudeste da OI TELEMAR 2020-2024 e delegada da Comissão de Direito Digital da 16ª subseção da OAB/RJ.
  • Luana Farias Sales, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)
    Doutora em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação do IBICT/UFRJ (2011-2014). Mestre em Ciência da Informação pelo convênio UFF/IBICT (2004-2006), Graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal Fluminense (2003). Bolsista de Produtividade Pq2. Jovem Cientista do Estado do Rio de Janeiro. Atuou como Analista em C & T da CNEN, no Instituto de Engenharia Nuclear, participando da criação da linha de pesquisa de Gestão do Conhecimento Nuclear. Atuou ainda como docente do curso de graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Universidade Federal Fluminense, ministrando disciplinas relacionadas à Organização do Conhecimento. Exerceu o cargo de Coordenadora Geral de Acesso e Difusão de Acervos do Arquivo Nacional entre 2019 e 2021 e atuou como editora científica da Revista Acervo no mesmo período. Atualmente é Analista em C & T do MCTIC/IBICT, atuando como docente do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação do convênio IBICT-UFRJ e Coordenadora-Geral da Rede de Implementação do GO FAIR Brasil. Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Organização e Representação do Conhecimento e Recuperação de Informações, com interesse em tópicos ligados à Comunicação Científica, Tecnologia de Informação, Gestão do Conhecimento, e-Science, Curadoria digital; Dados de pesquisa, Bibliotecas cientificas, Biblioteca digital, Metadados, Repositórios, Sistemas CRIS, Objetos digitais, e Sistemas de Organização do Conhecimento, como vocabulários controlados, tesauros, taxonomias e ontologias .

Publicado

2022-08-24