INFORMAÇÃO E GOVERNANÇA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: A NOVA CLASSIFICAÇÃO DE INFORMAÇÕES ESTATÍSTICAS

Autores/as

  • Marcia Maria Melo Quintslr Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)<br /> Autor
  • Catarina Félix dos Santos Soares Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)<br /> Autor
  • Fernanda Valle Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)<br /> Autor

Resumen

A Classificação de Informações Estatísticas, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, constitui um instrumento de controle conceitual, categorial e terminológico para gestão do Sistema Estatístico Nacional e para acesso às informações do sítio do instituto na Internet. Esta pesquisa examinou se a versão 1.0 do instrumento, lançada em 2024, representa avanços sociopolíticos e documentais para o governo e a população brasileira frente à versão original, de 2015. Ancoraram esta análise as perspectivas de teorias críticas da demografia e da Organização do Conhecimento de Álvaro Vieira Pinto, Melissa Adler e Melodie Fox e a abordagem documental de Marcia Zeng, de Birgen Hjorland e do Grupo de Especialistas em Classificações das Nações Unidas. Para compreender a governança do Sistema Estatístico Nacional, foram mobilizadas visões de Sandra Braman, José Maria Jardim e Luisa Zorzal. A operacionalização metodológica explorou o processo de construção da nova classificação, o confronto das versões 2015 e 2024 e a comparação da estrutura de 2024 com termos mais frequentes de busca no sítio do instituto na Internet. Foi realizado um estudo documental, comparativo, de abordagem qualitativa e análise hermenêutica. Os textos metodológicos correspondentes ao processo de construção da nova classificação pelo instituto, recomendações internacionais sobre classificações estatísticas e os termos de busca mais frequentes foram analisados. Observaram-se melhorias da nova classificação, em complexidade, exaustividade e especificidade temáticas, que contribuíram para alta aderência aos termos de busca examinados. O novo instrumento mostrou-se, portanto, fortalecido para seus usos conforme parâmetros teóricos estabelecidos.

Biografía del autor/a

  • Marcia Maria Melo Quintslr, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)<br />

    Doutoranda e mestra em Ciência da Informação- IBIC/UFRJ, com foco em política e ética da informação e organização do conhecimento.

    Especialista em estatísticas oficiais, Diretora de Pesquisas do IBGE no período 2011-2014. Foco atual em infraestrutura e padrões estatísticos e na gestão do Sistema Estatístico Nacional.

     

  • Catarina Félix dos Santos Soares, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)<br />
    Tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas do IBGE, atuando como bibilotecária na Biblioteca Central da instituição. Doutoranda em Ciência da Informação no PPGCI-IBICT/UFRJ.
  • Fernanda Valle, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)<br />
    Professora Adjunta da Uiversdade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Doutora e Mestra em Ciência da Informação PPGCI-IBICT/UFRJ.

Publicado

2024-09-30

Número

Sección

GT 2 – Organização e Representação do Conhecimento