ARQUIVOS PESSOAIS DE ESCRITORAS NOS ESPAÇOS INSTITUCIONAIS DA MEMÓRIA

Autores/as

  • Priscila Rosa Martins Universidad Federal de Santa Catarina image/svg+xml Autor
  • Eva Cristina Leite da Silva Universidad Federal de Santa Catarina image/svg+xml Autor

Resumen

Anonimato, pseudônimo, timidez são alguns dos termos que figuram junto à invisibilidade, destruição e ausência no que se refere aos arquivos pessoais de mulheres. Para as escritoras de literatura, os espaços institucionais da memória são uma das formas de legitimar as disputas de poder social. A presente pesquisa objetivou identificar como os arquivos de escritoras são institucionalizados pelos mais diversos lugares de memória brasileiros. Quanto aos procedimentos, foi realizado um levantamento bibliográfico, de caráter descritivo. Foram analisadas as referências às escritoras Adélia Prado, Hilda Hilst, Nélida Piñon e Carolina Maria de Jesus. Ficaram evidentes os aspectos relacionados à escrita da mulher, próxima do cotidiano familiar e da casa, ausente de livros, assim como a reprodução de um modelo que caracteriza uma classe social, um tom de pele, uma faixa etária, um nível de escolaridade, um tempo histórico, uma região do país, uma forma de ser escritora. Em síntese, reproduzem sistemas vigentes e o funcionamento da historiografia literária. Nesse contexto, é perceptível algumas mudanças, como a criação da Rede de Arquivo de Mulheres e o movimento de registro Um Grande Dia para as Escritoras: autoras do Brasil mostram a cara.

Palavras-chave: arquivos pessoais; arquivos de escritoras; lugares de memória.

 

Biografía del autor/a

  • Priscila Rosa Martins, Universidad Federal de Santa Catarina
    Doutoranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina (PGCIN/UFSC). Possui mestrado em Estudos Literários pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), licenciatura em Letras - Língua e Literatura Vernáculas (UFSC) e graduação em Arquivologia (UEL).
  • Eva Cristina Leite da Silva, Universidad Federal de Santa Catarina
    Profa. Dra. atua na Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Ciência da Informação e no Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação – PGCIN/UFSC.

Publicado

2024-03-26

Número

Sección

GT 12 – Informação, Estudos Étnico-Raciais, Gênero e Diversidades