A ARTE DE TRANÇAR PELO VIÉS DA MEDIAÇÃO CULTURAL: O AGIR REPRESENTATIVO DE TRANCISTAS SOTEROPOLITANAS

Autores/as

  • Ingrid Paixão de Jesus Universidade Federal da Bahia (UFBA) Autor
  • Raquel do Rosário Santos Universidade Federal da Bahia (UFBA) Autor

Resumen

O objetivo deste estudo foi evidenciar leituras e narrativas de trancistas de Salvador sobre as perspectivas da mediação cultural para o fortalecimento identitário e de representatividade das mulheres negras. Quanto à metodologia, trata-se de um estudo de casos múltiplos por considerar as trajetórias de mulheres que atuam como trancistas em Salvador – capital do estado da Bahia, sabendo que esta é a cidade com maior população negra fora do continente africano. Para coletar os dados, adotou-se a técnica de aplicação de questionário e para realizar a análise e interpretação das respostas concedidas pelas(os) trancistas, foi utilizado uma abordagem qualiquantitativa. A partir da trajetória investigativa, foi possível observar que as trancistas compreendem que o seu fazer pode contribuir tanto com o próprio fortalecimento identitário quanto com o de outros(as) clientes, especialmente, das mulheres negras. Portanto, no ato de trançar os cabelos, apresentam-se indícios de um agir mediador em que rememora fragmentos da história dos povos negros, entendendo que além de ser uma demonstração estética, a trança é resistência e ressignificação.

Biografía del autor/a

  • Ingrid Paixão de Jesus, Universidade Federal da Bahia (UFBA)
    Doutoranda e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia. Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela UFBA.
  • Raquel do Rosário Santos, Universidade Federal da Bahia (UFBA)
    Docente Adjunta do Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba.

Publicado

2024-09-24

Número

Sección

GT 3 – Mediação, Circulação e Apropriação da Informação