A DECOLONIALIDADE DA COMUNICAÇÃO INDÍGENA A PARTIR DO OLHAR SOB O PODCAST DA COIAB

Authors

  • Célia Regina Simonetti Barbalho <span>Universidade Federal do Amazonas (UFAM)</span><br /> Autor
  • Mateus Rebouças Nascimento <span>Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)</span><br /> Autor
  • Raquel Santos Maciel <span>Universidade Federal do Amazonas (UFAM)</span><br /> Autor
  • Suely Oliveira Moraes Marquez <span>Universidade Federal do Amazonas (UFAM)</span><br /> Autor

Abstract

A comunicação indígena configura-se como um campo de estudo dinâmico, permeando diversos canais de expressão, desde a oralidade tradicional até as ferramentas digitais da era da informação. Através desses meios, os povos originários disseminam saberes, expressam suas identidades, denunciam violações de direitos e defendem seus territórios, pautando-se por agendas de interesse coletivo. Este estudo tem como objetivo compreender a comunicação indígena a partir do podcast da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). Busca-se identificar os domínios temáticos mais abordados, os atores envolvidos e as relações colaborativas tecidas nas comunicações. A metodologia adotada baseia-se na sistematização quanti-qualitativa das 64 edições do podcast, a partir da extração dos metadados identificados na plataforma de streaming Spotify, mapeando o episódio, número, data, roteiro, produção, locução, edição, domínios discutidos, entrevistados e resumo, utilizando o software métrico VOSviewer para apreciação dos dados referentes aos conhecimentos discutidos. Os resultados demonstram que as temáticas discutidas percorrem vertentes relacionadas a eventos significativos para o povo indígena, discutindo ações que permeiam questões de direitos a territórios, saúde pública, mulheres, dentre outros temas. Conclui-se que a comunicação indígena em podcasts corrobora para levar a informação em uma linguagem ativa, disseminando pautas da sociedade na visão de povos originários, destacando suas lutas e manifestos. A comunicação indígena configura-se como um campo de estudo dinâmico, permeando diversos canais de expressão, desde a oralidade tradicional até as ferramentas digitais da era da informação. Através desses meios, os povos originários disseminam saberes, expressam suas identidades, denunciam violações de direitos e defendem seus territórios, pautando-se por agendas de interesse coletivo. Este estudo tem como objetivo compreender a comunicação indígena a partir do podcast da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). Busca-se identificar os domínios temáticos mais abordados, os atores envolvidos e as relações colaborativas tecidas nas comunicações. A metodologia adotada baseia-se na sistematização quanti-qualitativa das 64 edições do podcast, a partir da extração dos metadados identificados na plataforma de streaming Spotify, mapeando o episódio, número, data, roteiro, produção, locução, edição, domínios discutidos, entrevistados e resumo, utilizando o software métrico VOSviewer para apreciação dos dados referentes aos conhecimentos discutidos. Os resultados demonstram que as temáticas discutidas percorrem vertentes relacionadas a eventos significativos para o povo indígena, discutindo ações que permeiam questões de direitos a territórios, saúde pública, mulheres, dentre outros temas. Conclui-se que a comunicação indígena em podcasts corrobora para levar a informação em uma linguagem ativa, disseminando pautas da sociedade na visão de povos originários, destacando suas lutas e manifestos.

Author Biographies

  • Célia Regina Simonetti Barbalho, <span>Universidade Federal do Amazonas (UFAM)</span><br />
    Líder do Grupo de Pesquisa Gestão da Informação e Conhecimento na Amazônia; Professora Titular da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas (1984); Mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1995); Doutora em em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2000). Pos-Doutora em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, pela Universidade de Federal do Rio de Janeiro (2020). Experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em gestão de unidades de informação, gestão da informação e do conhecimento, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino superior, qualidade, biblioteconomia, competências profissionais, propriedade intelectual e planejamento estratégico.
  • Mateus Rebouças Nascimento, <span>Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)</span><br />
    Doutorando e Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2022). Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas (2019). Atualmente, é Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em nível de doutorado, representante discente titular do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (PGCin/UFSC) na Câmara de Pesquisa do Centro de Ciências da Educação (CED) e membro do Grupo de Pesquisa Gestão da Informação e do Conhecimento na Amazônia (GICA). Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em estudos métricos da informação com foco em bibliometria e cientometria aplicado à Ciência da Informação, ecossistemas de conhecimento e programas de pós-graduação.
  • Raquel Santos Maciel, <span>Universidade Federal do Amazonas (UFAM)</span><br />
    Bibliotecária-Documentalista na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) desde 2012. Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas (2009), especialização em Gestão de Arquivos Empresariais (2010) e Gestão de Bibliotecas Escolares (2012), ambas pela Universidade Federal do Amazonas e mestrado em Ciência da Informação pela Universidade Federal de São Carlos (2018). Atualmente faz parte do Grupo de Pesquisa em Gestão da Informação e do Conhecimento na Amazônia (GICA). Atuou como Bibliotecária-Documentalista no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM) no período de 2010 a 2012, campus do município de Presidente Figueiredo/AM. Foi conselheira do Conselho Regional de Biblioteconomia da 11ª Região (2012-2014) e vencedora do prêmio Genesino Braga na categoria Bibliotecário Pesquisador (2019). Atualmente exerce o cargo de diretora da Divisão de Seleção e Aquisição do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas (SISTEBIB/UFAM). Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Biblioteconomia atuando principalmente nos seguintes temas: bibliometria, gestão da pós-graduação, biblioteca universitária, formação e desenvolvimento de coleções.
  • Suely Oliveira Moraes Marquez, <span>Universidade Federal do Amazonas (UFAM)</span><br />
    Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas (1995), Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (2007) e Doutora em Educação pela Universidade Federal do Amazonas (2021). Professora Associada da Universidade Federal do Amazonas. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Gestão da Informação e Conhecimento na Amazônia. Experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Biblioteconomia, atuando principalmente nos seguintes temas: Normalização Documentária, Análise da Informação, Representação Temática, Inteligência Competitiva, Metodologia do Trabalho Acadêmico, Metodologia Científica, Normalização Documentária, Representação Descritiva de Publicações - RDD e Conservação e Preservação de Documentos.

Published

2024-10-01

Conference Proceedings Volume

Section

GT 12 – Informação, Estudos Étnico-Raciais, Gênero e Diversidades