“Estado de mediação”, Autismo e a circulação da informação no Censo

Authors

  • Fernanda Valle Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em associação com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) Autor
  • Marcia Quintslr Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em associação com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) Autor
  • Gustavo Saldanha Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Autor

Abstract

A quantificação e a caracterização das pessoas autistas constituem lacunas das estatísticasoficiais brasileiras diante da necessária mediação da informação voltada a esse público, perpassandoinstituições informacionais, Estado e sociedade civil. Preenchê-las é consistente com os Objetivos doDesenvolvimento Sustentável, da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. No Brasil hámobilização para a investigação do autismo através do Censo Demográfico. O artigo, a partir de umaabordagem teórico-conceitual, analisa a pertinência desse mapeamento, considerando acomplexidade da mediação, circulação e apropriação da informação estatística no escopo do logosinformacional autista. Sustentam a análise, o enfoque crítico ontológico dos conceitos de “informe”,de Menezes, e de sujeito informacional, de Rendón Rojas. Discute-se a dimensão sociopolítica daconstituição do ser autista dentro do universo da informação e, portanto, da necessária mediçãoestatística, aqui inserida na macro-discussão da mediação informacional. Sob essa dimensão se associaàs estatísticas a categoria de uso da informação “constitutivo da sociedade”, proposta por Braman. Anoção de informação a partir de Dantas, Wilden e Vieira Pinto, bem como o pensamento crítico emdemografia deste último, abarca a circulação e a apropriação social das estatísticas. Este complexo deabordagens e autorias conduz à metáfora-ferramenta “Estado de mediação” para discutir o “informe”da condição autista na pólis, permitindo identificar que o Censo requer complemento por outras fontespara a circulação de informação para propiciar a desejada visibilidade ao autismo ainda que imerso namacro representação política das existências.

Author Biographies

  • Fernanda Valle, Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em associação com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)
    Doutoranda e Mestra pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI IBICT UFRJ). Especialista em Marketing e Design Digital (ESPM-Rio). Pós-graduanda em Transtorno do Espectro Autista (CBI of Miami/Universidade Celso Lisboa). Bacharela em Comunicação Social (UNESA). Bolsista de doutorado do CNPq-Brasil.
  • Marcia Quintslr, Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em associação com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)

    Tecnologista em Informações Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Presidente do Instituto Interamericano de Estatística (2020-2022). Doutoranda e Mestra pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI IBICT UFRJ).

    Áreas de interesse: Estatísticas Oficiais; gestão pública da informação; política e ética em informação sob a perspectiva crítica.

  • Gustavo Saldanha, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)
    Pesquisador titular (IBICT / MCTIC ). Professor adjunto (Unirio). Doutor em Ciência da Informação (PPCI IBICT UFRJ). Mestre em Ciência da Informação (PPGCI UFMG). Especialista em Filosofia Medieval (Faculdade São Bento-RJ). Bacharel em Biblioteconomia (ECI UFMG).

Published

2021-08-30

Conference Proceedings Volume

Section

GT 5 – Política e Economia da Informação