MEDIAÇÃO E APROPRIAÇÃO CULTURAL: DA RELAÇÃO COM O SABER GRIÔ ANCESTRAL

Autores

  • Edison Luís dos Santos <span>Universidade de São Paulo (USP)</span><br /> Autor
  • Robson Max de Oliveira Souza <span>Universidade de São Paulo (USP)</span><br /> Autor
  • Marcos Luiz Mucheroni <span>Universidade de São Paulo (USP)</span><br /> Autor
  • Antonio Carlos Nascimento Neto Universidade Estadual Paulista (UNESP)<br /> Autor

Resumo

O artigo trata da relação com o saber das bibliotecas vivas, dos mestres da tradição oral, donos da voz, do encanto e do feitiço. A trama conceitual, epistemológica e poética perpassa pelo reconhecimento ontológico dos autênticos guardiões das tradições populares brasileiras. A conversa com os leitores convida a conhecer o cortejo de corpos que existem, resistem e persistem pela oralidade, pois a fala mantém estreita relação com o sagrado. A organização do texto segue uma cadência que permite acompanhar passo a passo a relevância do processo de mediação e apropriação social da informação por meio da pedagogia ancestral dos mestres Griôs. A esfera encantada dessas bibliotecas vivas é o “sangue que circula” por meio da prosa versada, costurada no linguajar das palavras que ecoam pelo vento, pela memória, pelo tempo e pelas novas formas de comunicação contemporâneas. Neste diálogo, experimentamos uma relação com o saber, voluntária e coletiva, da “ciência como artesanato”, cuja materialização se dá no fazer prático (savoir-faire) por meio do qual os sujeitos do saber aprendem a conhecer e a fazer colaborativamente.

Biografia do Autor

  • Edison Luís dos Santos, <span>Universidade de São Paulo (USP)</span><br />
    Pesquisador IEA/USP, graduado em Linguística - FFLCH-USP (2003) e Biblioteconomia - ECA-USP (2009); concluiu Mestrado (2013) e Doutorado (2018) em Ciência da Informação, pela Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo. Em 2022 concluiu projeto de Pós-Doutorado no Instituto de Estudos Avançados, sob a supervisão do Prof. Dr. Teixeira Coelho (In memoriam). É colaborador do Grupo “Estudos Abertos em Ontologias” do CBD/ECA/USP e do grupo de pesquisa “Estudos Transdisciplinares das Heranças Africana e Indígena”, da Universidade Paulista (UNIP). Atualmente coordena projeto social da UNICEF/Criança Esperança, na formação e desenvolvimento do acervo digital da Biblioteca Multicultural Obá Biyi, além de realizar trabalho voluntário na Escola Pluricultural Odé Kayodê e participar do Coletivo Egbé Odé Kayodê, espaços culturais de matriz afro indígena, sediados no território simbólico de Vila Esperança (GO).
  • Robson Max de Oliveira Souza, <span>Universidade de São Paulo (USP)</span><br />
    Graduado em Antropologia pela PUC-GO. Mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Goiás; doutorando no Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina Universidade de São Paulo PROLAM/USP, bolsista CAPES. Arte-Educador. Diretor e Ator do Grupo Circo Alegria do Povo. Fundador da ONG Espaço Cultural Vila Esperança. Sócio fundador da Tekohá Pesquisas Patrimoniais. Áreas de atuação: antropologia, antropologia das religiões, arqueologia pública com ênfase em Educação Patrimonial, culturas e religiões africanas e afrodiaspóricas, educação para as relações étnico-raciais. Babalorixá do Egbẹ́ Omoduà Opo Ọdẹ Àróle Ọṣungbemi - Templo dos Orixás, na cidade de Goiás - GO. Grupos de Pesquisa: Estudos Transdisciplinares da Herança Africana e indígena, CNPq UNIP; GT História da África e africanidades da ANPHU Regional Goiás.
  • Marcos Luiz Mucheroni, <span>Universidade de São Paulo (USP)</span><br />
    Docente da Escola de Comunicações e Artes (CBD-ECA-USP). Possui Graduação em Ciência da Computação pela Universidade Federal de São Carlos (1980), mestrado em Engenharia Mecânica pela Universidade de São Paulo (1988) e doutorado em Engenharia Elétrica pela Universidade de São Paulo (1996). Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Arquitetura de Sistemas de Computação, atuando principalmente nos seguintes temas: Arquiteturas de computadores, Sistemas distribuídos, Sistemas operacionais, Linguagens de programação, Processamento de imagens, Web semântica, Educação a Distância, Redes sociais, Cibercultura e Organização do conhecimento.
  • Antonio Carlos Nascimento Neto, Universidade Estadual Paulista (UNESP)<br />
    Mestrando em Ciência da Informação pelo Programa de Pós Graduação da UNESP-Marília. Bacharel em Biblioteconomia pela PUC-Campinas (2023). Bacharel e licenciatura em Biologia pela PUC-Campinas (2010). Editor de ciência da Revista Úrsula (2022-) e por vezes também escreve por lá. Catalogador voluntário da Biblioteca Multicultural Obá Biyi. Atualmente faz parte do ECOAR- Estudos Contemporâneos em Organização, Análise e Recuperação da Informação. Também participa do GTDI - Grupo de Trabalho Didático em Informação. Faz parte do Grupo Estudos Abertos de Ontologias. Trabalha com análises métricas mas a verdade é que o gosto pela Filosofia da Informação começou a gritar mais alto. Além de experiência com trabalhos na área da Biologia (principalmente com pesquisa e desenvolvimento de produtos agrícolas), também possui experiência na área da cenografia (em especial, na construção de cenários). Uma ou outra especialização, como o MBA de Fitossanidade.

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Publicado

25-09-2024

Volume dos Anais

Seção

GT 3 – Mediação, Circulação e Apropriação da Informação