MEMÓRIA, TESTEMUNHO E ARQUIVOS PESSOAIS: ESTUDO DE CASOS EM PERSPECTIVA DE GÊNERO INTERSECCIONAL

Autores

  • Clarissa Pepe Ferreira <span>Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)</span><br /> Autor
  • Eliezer Pires da Silva <span>Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)</span><br /> Autor

Resumo

A produção de conhecimento precisa ser problematizada a partir de uma perspectiva de gênero interseccional, para que se possa caminhar no sentido da superação de violências epistêmicas e do quotidiano. Discute-se, neste trabalho, a relevância de testemunhos e arquivos pessoais na produção de novas epistemologias em memória social, a fim de avançar nessa direção. Sendo assim, analisam-se obras escritas não-ficcionais, de publicação recente, produzidas pelas autoras Grada Kilomba, Jota Mombaça e Amara Moira. Para tal, trechos das obras examinadas serão submetidos ao crivo teórico-metodológico da análise do discurso de vertente francesa. Assim mesmo, as dinâmicas sociais e históricas que moldam a memória, a identidade e o conhecimento serão pensadas com base nos conceitos foucaultianos de ‘alheiamento’ e ‘testemunho de si’. Dois movimentos serão feitos com base na obra das autoras: refletir sobre testemunhos e arquivos pessoais de experiências de gênero interseccional como ‘cuidado de si’; aplicar a ADF para examinar a relevância social e política de arquivar a própria vida. A finalidade é aprofundar na análise sobre se, e em que medida, tais obras podem ser consideradas arquivos pessoais de conhecimento situado e interseccional, no marco de uma proposta de virada testemunhal e decolonial do saber histórico.

Biografia do Autor

  • Clarissa Pepe Ferreira, <span>Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)</span><br />
    Pesquisadora de Pós-doutorado Sênior da FAPERJ no Programa de Pós-Graduação em Memória Social da UNIRIO. Pós-doutora em Psicologia Social pela Universidade de Málaga, Espanha (UMA/ES). Doutora em Psicologia Social pela UMA/ES, em dupla titulação pelo Instituto de Psicologia da USP.
  • Eliezer Pires da Silva, <span>Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)</span><br />
    Arquivista (2006) e especialização em História do Brasil (2011) pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestre em Ciência da Informação (2009) pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), no convênio estabelecido com a UFF. Doutor em Memória Social (2013) pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Estágio de Pós-Doutoramento realizado na Universidade de Salamanca, Espanha, 2023, sob supervisão da professora María Manuela Moro Cabero. É arquivista do Arquivo Nacional desde 2006, atualmente lotado na Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Arquivos. É professor efetivo do Departamento de Arquivologia da UNIRIO, a partir de 2010, atuando na graduação em Arquivologia desde 2008, no Programa de Pós-Graduação em Gestão de Documentos e Arquivos desde 2013, no Programa de Pós-Graduação em Memória Social desde 2019.

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Publicado

28-09-2024