A ARTE DE TRANÇAR PELO VIÉS DA MEDIAÇÃO CULTURAL: O AGIR REPRESENTATIVO DE TRANCISTAS SOTEROPOLITANAS
Resumo
O objetivo deste estudo foi evidenciar leituras e narrativas de trancistas de Salvador sobre as perspectivas da mediação cultural para o fortalecimento identitário e de representatividade das mulheres negras. Quanto à metodologia, trata-se de um estudo de casos múltiplos por considerar as trajetórias de mulheres que atuam como trancistas em Salvador – capital do estado da Bahia, sabendo que esta é a cidade com maior população negra fora do continente africano. Para coletar os dados, adotou-se a técnica de aplicação de questionário e para realizar a análise e interpretação das respostas concedidas pelas(os) trancistas, foi utilizado uma abordagem qualiquantitativa. A partir da trajetória investigativa, foi possível observar que as trancistas compreendem que o seu fazer pode contribuir tanto com o próprio fortalecimento identitário quanto com o de outros(as) clientes, especialmente, das mulheres negras. Portanto, no ato de trançar os cabelos, apresentam-se indícios de um agir mediador em que rememora fragmentos da história dos povos negros, entendendo que além de ser uma demonstração estética, a trança é resistência e ressignificação.Downloads
Publicado
24-09-2024
Volume dos Anais
Seção
GT 3 – Mediação, Circulação e Apropriação da Informação